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Vorcaro surta com decisão que o mantém preso, dá socos na parede e precisa de atendimento

Vorcaro surta com decisão que o mantém preso, dá socos na parede e precisa de atendimento

Vorcaro surta com decisão que o mantém preso, dá socos na parede e precisa de atendimento

Título: Daniel Vorcaro tem surto ao saber que continuará preso, soca parede e precisa de atendimento

Daniel Vorcaro necessitou de assistência médica no presídio federal de Brasília após reagir de maneira exaltada à decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu manter sua prisão preventiva. De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Ricardo Noblat, o proprietário do Banco Master teria batido na parede da cela, ferido as mãos e gritado nomes de políticos e autoridades com quem teria tido “relações financeiras”.

Segundo relatos de pessoas próximas ao banqueiro, o incidente aconteceu logo após Vorcaro ser informado de que os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques concordaram com a decisão de manter a prisão.

O ministro Gilmar Mendes ainda não havia emitido seu voto naquele momento. A reação dentro da cela intensificou a tensão em torno do caso, que já vinha mobilizando o meio político e jurídico devido à possibilidade de uma colaboração premiada.

Conforme pessoas próximas ao empresário, Vorcaro entrou em desespero ao perceber que a decisão do STF bloqueava, pelo menos temporariamente, sua principal chance de sair da prisão. Durante o surto, ele teria mencionado em voz alta nomes de figuras públicas que, na sua avaliação, não estariam agindo para auxiliá-lo na saída da detenção. Os nomes mencionados não foram revelados.

No mesmo dia em que o Supremo confirmou a manutenção da prisão, Vorcaro também fez uma alteração em sua defesa. O advogado Pierpaolo Bottini se retirou do caso alegando “motivos pessoais”, e a representação passou a ser conduzida por José Luis Oliveira Lima. Nos bastidores, a troca foi interpretada como um movimento que poderia anteceder negociações para um acordo de delação premiada.

Oliveira Lima tem experiência em casos de grande repercussão e conduziu delações premiadas, como a do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, no contexto da Operação Lava Jato. Ele também atuou na defesa do ex-ministro José Dirceu no mensalão e do general Braga Netto no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. Além disso, já havia trabalhado para o Banco Master antes da liquidação determinada pelo Banco Central.

De acordo com informações da jornalista Mônica Bergamo, Vorcaro aguardava a definição da Segunda Turma do STF para decidir se seguiria ou não com as tratativas para uma delação. Com a maioria decidindo pela manutenção da prisão, a expectativa é que o banqueiro inicie esse processo, o que pode agravar a crise em torno do caso e envolver também o campo político.

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