29ª Parada Livre de Porto Alegre reúne milhares de pessoas e defende maior representatividade LGBTQIA+ nas eleições
Milhares de pessoas participaram neste domingo (14) da 29ª Parada Livre de Porto Alegre, realizada no Parque da Redenção. Com o tema “Nosso Orgulho na Urna”, o evento reuniu movimentos sociais, entidades da sociedade civil, sindicatos, órgãos públicos e parlamentares em uma mobilização que combinou celebração, cultura e reivindicação de direitos. Em ano eleitoral, a defesa da ampliação da representatividade LGBTQIA+ nos espaços de poder e a cobrança por políticas públicas voltadas à população estiveram no centro das discussões.
A caminhada teve início por volta das 17h e percorreu o entorno da Redenção com seis trios elétricos temáticos voltados à discussão de políticas públicas e direitos sociais: Mulheres no Poder, Escala 5×2, Fim da Terceirização, O PIX é Nosso, SUS para Todes e Democracia Sempre. A programação também contou com apresentações artísticas e foi organizada por 15 entidades do movimento LGBTQIA+.
Para o representante da ONG Somos – Comunicação, Saúde e Sexualidade e responsável pela assessoria de imprensa da Parada Livre, Ícaro Kropidloski, o evento se consolidou ao longo de quase três décadas como um dos mais importantes do país.
Segundo ele, a Parada cresceu junto com as transformações da própria sociedade e passou a ocupar um espaço permanente na vida da cidade. “Ela foi crescendo, entrando na história e na rotina da cidade, agregando artistas e estrutura e chamando cada vez mais o público para participar. É um momento de diversão, mas também uma manifestação política do orgulho.”
Kropidlosk destacou que o tema deste ano dialoga diretamente com o calendário eleitoral. “Por ser um ano eleitoral, entendemos que é muito importante trazer esse debate para a Parada e reforçar a importância da representatividade LGBTQIA+ no Legislativo. O mote convida à reflexão sobre a necessidade de ampliar a presença de pessoas LGBT nos espaços de decisão.”
Tradicionalmente realizada em dezembro, próximo ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Parada foi antecipada para junho justamente para fortalecer esse debate antes das eleições. De acordo com levantamento da ONG VoteLGBT, o Brasil conta atualmente com 18 parlamentares assumidamente LGBTQIA+ em mandatos legislativos. Nas eleições municipais de 2024, 225 representantes LGBTQIA+ foram eleitos em 190 cidades de 22 estados brasileiros. Do total, 222 foram eleitos para câmaras municipais e três para prefeituras.
‘Rompemos com o lugar da doença, da patologia e da vergonha. Entramos em outro patamar de disputa e reconhecimento social. Ocupamos vários espaços de poder e isso é uma grande conquista’ ressalta Célio Golin | Crédito: Jorge Leão
Trajetória histórica e desafios atuais
Integrante do Coletivo Nuances, entidade responsável pela organização da primeira Parada Livre em 1997, Célio Golin ressaltou a importância histórica da mobilização para a luta por direitos e visibilidade. “São 29 anos. É um evento que faz parte da história de Porto Alegre. Já é patrimônio cultural imaterial da cidade e traz toda uma perspectiva política de uma parcela da população que sofre marginalização e exclusão exatamente por questões de gênero e sexualidade.”
Para ele, a Parada produz impactos que vão além do público presente. “A Parada contribui bastante porque ela tem um reflexo político no conjunto da sociedade. Isso faz com que não só quem participa se empodere e consiga enfrentar de forma mais corajosa os desafios do dia a dia, mas também ajuda a enfrentar os discursos da extrema direita e tudo que está acontecendo no país e no mundo.”
Golin relembrou a primeira edição do evento, realizada com pouco mais de uma centena de participantes. “Nós saímos andando da avenida João Pessoa com apitos, faixas e palavras de ordem. Éramos pouco mais de cem pessoas. Muitas pessoas tinham medo de participar. Mas logo depois já havia mais de 1 mil pessoas e isso mostrou que a visibilidade não só era importante, como era possível.”
Ao avaliar os avanços conquistados nas últimas décadas, ele destacou mudanças significativas na inserção social da população LGBTQIA+. “Rompemos com o lugar da doença, da patologia e da vergonha. Entramos em outro patamar de disputa e reconhecimento social. Ocupamos vários espaços de poder e isso é uma grande conquista.”
Ao mesmo tempo, alertou para o avanço de discursos conservadores e ameaças de retrocessos. “Vivemos numa sociedade extremamente conservadora e com uma onda de extrema direita que ataca principalmente as pautas da população trans. Avançamos muito, mas também corremos riscos de retrocesso.”
Parada teve inicio às 13h e seguiu até as 22h com diversas apresentações artísticas | Crédito: Jorge Leão
Mulheres e diversidade em destaque
Uma das coordenadoras da ONG Coletivo Feminino Plural, Tereza Cristina Bruel dos Santos destacou que a temática da edição deste ano busca fortalecer a presença da população LGBTQIA+ nos espaços de decisão e garantir a efetivação de políticas públicas voltadas ao segmento.
Ela ressaltou ainda uma novidade nesta edição: a abertura da caminhada pelas Mães da Diversidade e por um trio dedicado às mulheres lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis.
Representante da ONG Outra Visão e organizadora do projeto Ocupa Sapatão, Priscila Leotti celebrou a estreia de um trio próprio na Parada Livre. “É a primeira vez que o Ocupa Sapatão consegue colocar um trio na Parada Livre de Porto Alegre. O nome do nosso caminhão é ‘Mulheres no Poder’ e estamos muito felizes.”
Leotti também chamou atenção para a falta de dados sobre a violência contra mulheres lésbicas e bissexuais. “A gente não tem dados suficientes nem na prefeitura, nem no estado e muito menos no Brasil. Existe uma grande subnotificação das violências contra mulheres lésbicas e bissexuais.”
Para ela, a ampliação de políticas públicas é fundamental para enfrentar esse cenário. “O Brasil continua sendo um dos países que mais mata mulheres trans e travestis, mas também precisamos lembrar que mulheres lésbicas e bissexuais sofrem com a violência do machismo, da lesbofobia e da bifobia. Como mudar isso? Com políticas públicas.”
‘O Brasil continua sendo um dos países que mais mata mulheres trans e travestis, mas também precisamos lembrar que mulheres lésbicas e bissexuais sofrem com a violência do machismo, da lesbofobia e da bifobia’, expõe Priscila Leotti | Crédito: Jorge Leão
Direitos humanos e participação política
Um dos coordenadores da Parada Livre, Isidoro de Souza Reis afirmou que a organização já trabalha na preparação da 30ª edição do evento. “Estamos preparando a 30ª Parada com muito orgulho e dedicação. Sempre é maravilhosa, mas a do próximo ano será ainda mais especial.”
Conselheiro estadual de Direitos Humanos, Reis avaliou que os avanços conquistados pela população LGBTQIA+ convivem com o crescimento da violência. “Ao mesmo tempo em que tivemos um aumento significativo dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, a violência continua crescendo. O Brasil segue sendo um dos países que mais mata pessoas LGBT.” Para ele, o enfrentamento à violência exige o combate aos discursos de ódio e maior participação política. “Precisamos pensar em quem elegemos e quais propostas essas pessoas têm para mulheres, negros e LGBTs.”
Presente na atividade, o secretário nacional substituto de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Iago Mendes Guimarães, destacou a importância da mobilização social. “É uma alegria estar aqui vendo a população nas ruas defendendo o orgulho e a democracia.”
Segundo ele, a Parada Livre de Porto Alegre se diferencia pelo forte caráter político. “Uma coisa maravilhosa da Parada aqui é justamente essa pegada política, de trazer debates, trazer a população para o diálogo e discutir políticas públicas e direitos.”
Guimarães também citou avanços recentes na área. “A gente conseguiu importantes avanços durante a gestão do presidente Lula, com a Política Nacional LGBTQIA+, o Plano Nacional de Trabalho Digno e a realização da 4ª Conferência Nacional LGBTQIA+.”
Já a secretária-executiva do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Maria Isabel Bezerra de Sá, conhecida como Bel Sá, participou pela primeira vez da Parada Livre de Porto Alegre. Ela ressaltou o papel dos movimentos sociais na formulação das políticas públicas. “É o movimento social que ajuda o governo a preparar políticas públicas que realmente dialoguem com as nossas necessidades.”
Evento contou com a participação de entidades sindicais | Crédito: Jorge Leão
Celebração, resistência e acesso a direitos
Uma das apresentadoras da 29ª Parada Livre, Cassandra Calabouço destacou o significado histórico do evento e a trajetória de luta construída pelo movimento LGBTQIA+ ao longo das últimas décadas. “Muitos dos direitos que temos hoje são decorrência da nossa ação nas ruas, mostrando para as pessoas que não vamos arredar pé da conquista dos nossos direitos.”
Para Cassandra, a Parada representa um momento de orgulho coletivo e afirmação da existência da população LGBTQIA+. “Parada Livre significa ter orgulho de todos nós, de toda a nossa comunidade.”
Ela também defendeu o caráter festivo da mobilização, frequentemente questionado por setores conservadores. “Algumas pessoas não entendem por que festa, mas por que não? A gente não quer guerra, a gente quer celebrar a nossa existência.”
‘Muitos dos direitos que temos hoje são decorrência da nossa ação nas ruas’, afirma Cassandra Calabouço | Crédito: Fabiana Reinholz
A atividade contou ainda com a participação de serviços públicos voltados à promoção da saúde e dos direitos humanos. Representando o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Fernanda Vargas apresentou o Ambulatório de Identidade de Gênero (AMIG), serviço especializado no atendimento de pessoas trans. “O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e conta com uma equipe multiprofissional, desde psicólogos até nutricionistas, acompanhando todo o processo de transição.”
Usuária do serviço e trabalhadora do GHC, Desirê Verruque da Luz relatou a importância do acompanhamento recebido durante sua transição de gênero. “Está sendo maravilhoso poder me encontrar e ser realmente quem eu sou.”
Ela também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas diariamente pela população trans. “O preconceito existe desde o momento em que a gente sai de casa.” Implantado em 2020, o AMIG realiza cerca de 600 atendimentos mensais e acompanha atualmente cerca de 1 mil pessoas.
Equipe do Ambulatório de Identidade de Gênero do GHC | Crédito: Jorge Leão
A psicóloga Vitória Porto, do Centro de Referência em Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Inclusão e Desenvolvimento Humano de Porto Alegre, explicou que o serviço atua no acolhimento e encaminhamento de situações de violação de direitos envolvendo diferentes grupos sociais, incluindo a população LGBTQIA+.
Segundo ela, uma das preocupações é ampliar o acesso dessa população aos serviços públicos e às informações sobre direitos. “Quando falamos da população LGBTI+, estamos falando também de pessoas que muitas vezes têm mais dificuldade de acessar os serviços. Por isso buscamos realizar ações descentralizadas e aproximar essas pessoas das políticas públicas.”
A pauta do trabalho também esteve presente na Parada. Dirigente do Sindicato dos(as) Professores(as) do Ensino Privado do RS (Sinpro/RS) e integrante do Coletivo LGBT da CUT-RS, Erlon Veronese Schüler destacou que a população LGBTQIA+, especialmente as pessoas trans, ainda enfrenta dificuldades para acessar empregos formais e condições dignas de trabalho. “São pessoas que estão em situação de informalidade, que querem migrar para um serviço com carteira assinada e acabam sendo cooptadas por empresas que pagam salários muito baixos, exploram e humilham esse trabalhador. (..) A gente quer a valorização e o respeito desses trabalhadores.”
Para o dirigente sindical, a defesa de pautas como o fim da escala 6×1, a redução da jornada sem redução salarial e o combate à terceirização também dialogam com a realidade enfrentada por trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+.
Ao comentar a trajetória da mobilização, ele ressaltou a importância histórica do evento para o movimento. “Essa é uma das paradas mais longevas do Brasil. Isso demonstra a força e a importância da população LGBTQIA+ como uma voz política organizada.”
‘Muitas vezes a igreja tradicional não aceita a comunidade LGBTQIA+. Então nós temos o direito de exercer a nossa fé’, pontua Antônia Castro (centro) | Crédito: Jorge Leão
Fé, acolhimento e diversidade
Além dos movimentos sociais, sindicatos e instituições públicas presentes na 29ª Parada Livre, a mobilização também reuniu representantes de comunidades religiosas que defendem o acolhimento da população LGBTQIA+. Integrante da Comunidade Remidos, igreja cristã inclusiva e progressista que atua em Porto Alegre, Antônia Castro participou da atividade para divulgar o trabalho desenvolvido pelo grupo, que começou a se organizar na capital gaúcha em outubro do ano passado. “Nós anunciamos que Deus não faz acepção de pessoas. Seguimos o modelo de Jesus, que convidava todos para sentar à mesa. Ele não recusava ninguém.”
Mulher trans e diaconisa da comunidade, Antônia afirmou que muitas pessoas LGBTQIA+ acabam encontrando dificuldades para exercer sua espiritualidade em espaços religiosos tradicionais e buscam, em iniciativas inclusivas, a possibilidade de vivenciar sua fé sem abrir mão de sua identidade. “Muitas vezes a igreja tradicional não aceita a comunidade LGBTQIA+. Então nós temos o direito de exercer a nossa fé. Não é a orientação sexual que vai definir a minha fé.”
Conforme explica, a Comunidade Remidos segue a tradição cristã pentecostal e realiza cultos conduzidos por lideranças religiosas da própria comunidade. A igreja também celebra uniões entre pessoas do mesmo sexo e busca oferecer um espaço de acolhimento para pessoas LGBTQIA+. “Eu mesma, como mulher trans, posso exercer a minha fé no Deus em que acredito e ter um lugar onde sou aceita e reconhecida como pessoa. Isso tem um impacto muito importante.”
Para Castro, a religiosidade desempenha um papel importante na vida de muitas pessoas LGBTQIA+, especialmente diante dos desafios impostos pelo preconceito e pela discriminação. “A religião tem um papel muito importante nos aspectos emocional e social. Para a comunidade trans, ter um lugar que acolhe e respeita é muito importante.”
Histórias de vida, famílias e pertencimento
Pais de Antonella, de dois anos, participaram da Parada para reafirmar o direito ao respeito | Crédito: Jorge Leão
Atual coordenador da Marcha Trans Porto Alegre, Atos Souza participou da atividade divulgando a edição deste ano, marcada para 21 de junho. Segundo ele, o tema será a presença de pessoas trans nos espaços de poder. “Estamos em um ano de eleição e cada vez mais precisamos ter pessoas trans nesses espaços. A marcha vem com esse tema para isso.”
Atos também destacou a importância da Parada Livre para o fortalecimento do movimento trans. “A Parada Livre é sempre muito importante para nós. É um espaço diverso, um espaço que nos acolhe e que deu a oportunidade de construirmos a primeira Marcha Trans no ano passado.”
Entre os participantes estava o casal Anderson Ismael Severo Pereira, técnico em informática, e Marcelo Carazay da Silva, professor. Juntos há cinco meses, eles celebraram a oportunidade de viver o relacionamento de forma aberta e sem preconceitos. “É a primeira vez que eu venho. Estou achando o máximo. Eu me identifico, sinto que faço parte”, afirmou Pereira.
Moradores de cidades diferentes do Rio Grande do Sul, eles se conheceram no litoral gaúcho no início do ano e definem o amor como um sentimento de conexão e respeito. “Quando a gente é livre de todo preconceito, a gente pode amar de verdade”, disse Silva. Para Pereira, “amor é um sentimento que transcende qualquer explicação. É querer bem ao próximo, se conectar e construir uma vida ao lado de alguém que te respeita”.
A aposentada Vera Reis, de 70 anos, participou pela primeira vez da Parada acompanhando a neta, Dandara, de 14 anos. “Estou gostando. Estou feliz porque ela está feliz”, contou. Para Dandara, a presença da avó teve um significado especial. “Trouxe ela para ver como é a expressão dessa galera que foi por tanto tempo oprimida pela sociedade. Hoje a gente consegue vir aqui e nos expressar sem ter medo.”
A adolescente afirmou que se reconhece na comunidade LGBTQIA+ e vê na Parada um espaço de pertencimento. “Eu me reconheço aqui. E fico muito feliz com isso.”
Mikael Mielke e Jarbas Bittencourt, pais da pequena Antonella, de dois anos, participaram da Parada para reafirmar o direito ao respeito. “Todo dia a gente luta contra o preconceito, mas estamos aqui para mostrar a realidade de uma família homoafetiva e defender o respeito”, afirmou Mielke.
Juntos há quase 18 anos, o casal defende a presença das famílias e das crianças nas atividades da comunidade LGBTQIA+ e percorre o país participando de paradas do orgulho.
Para Jarbas, a presença de crianças nesses espaços é fundamental para reafirmar o caráter familiar e de defesa dos direitos humanos do movimento. “Parada LGBT é lugar de criança, sim. Aqui estamos falando de direitos humanos, de amor e de família. Amor em família é isso aqui que vocês estão vendo: um casal junto há quase 20 anos com a sua filha de dois anos, que é o fruto do nosso amor”, concluiu.
Representantes da ONG Mães pela Diversidade no Rio Grande do Sul participaram da Parada Livre | Crédito: Jorge Leão
Coordenadora da ONG Mães pela Diversidade no Rio Grande do Sul, Renata dos Anjos destacou a participação das famílias na mobilização e relacionou o tema da edição ao momento político vivido pelo país. Segundo ela, o contexto eleitoral reforça a necessidade de posicionamento em defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e de suas famílias. “A gente não tem partido, mas temos posição, e é do lado de quem luta pelos direitos dos nossos filhos.”
Anjos ressaltou que um dos principais objetivos da organização é promover o diálogo com a sociedade e enfrentar o preconceito que ainda afeta muitas famílias. De acordo com ela, pais, mães e responsáveis convivem diariamente com o medo da violência e da discriminação sofridas por seus filhos e filhas.
A coordenadora enfatizou que as famílias de pessoas LGBTQIA+ enfrentam desafios semelhantes aos de qualquer outra família. “Nós somos famílias como qualquer outra. Nossos filhos e filhas são tão cidadãos quanto os outros, e as pessoas insistem em ser preconceituosas.”
Para ela, o preconceito continua sendo um dos principais fatores de ruptura familiar e exclusão social. “As pessoas vivem dizendo que o LGBT quer destruir a família. Não. O que destrói a família é o preconceito”, concluiu.
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Crédito: Jorge Leão
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