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Reunião da ANP pode destravar etapa crucial no projeto de SEAP

Reunião da ANP pode destravar etapa crucial no projeto de SEAP

Reunião da ANP pode destravar etapa crucial no projeto de SEAP

Primeira reunião da ANP em 2026 pode desbloquear fase crucial para Sergipe Águas-Profundas

A próxima reunião de diretoria da ANP, agendada para segunda-feira (26/1), terá como foco a análise do plano de desenvolvimento do projeto Sergipe-Águas Profundas apresentado pela Petrobras.

  • A aprovação desse plano é uma das etapas finais para destravar um dos maiores projetos de produção de gás natural previstos para o Brasil nos próximos anos.

Esta é a segunda tentativa de aprovação do plano, após a versão inicial ter sido rejeitada pela ANP em dezembro de 2024.

  • Na ocasião, a agência apontou a falta de informações sobre as plataformas, cujos parâmetros foram revisados após as tentativas fracassadas de contratação pela Petrobras.
  • Também destacou a necessidade de mais detalhes sobre o desenvolvimento dos reservatórios já identificados.
  • A Petrobras reapresentou o plano em 2025, e agora ele será avaliado pela agência.

A empresa enfrenta desafios na licitação das duas plataformas previstas para a região, em processo desde 2021.

  • A falta de competitividade nas propostas na primeira tentativa de contratação levou a empresa a reformular os projetos e retornar ao mercado com um novo modelo de contrato.
  • Cada FPSO terá capacidade para produzir 120 mil barris/dia de óleo e 12 milhões de m³/dia de gás natural.

No final do ano passado, a companhia avançou para a fase de negociação com a SBM Offshore, reduzindo as incertezas sobre os projetos, com a previsão de conclusão dessa etapa no primeiro semestre de 2026.

  • A Petrobras anunciou a decisão final de investimento para o SEAP 2 em dezembro, que será a primeira plataforma a entrar em operação em 2030.
  • A outra plataforma ainda não tem previsão clara de operação, mas a expectativa é que ambas sejam construídas em sequência para redução de custos.

Sergipe é a principal nova fronteira de produção de gás do país, com um gasoduto de 18 milhões de m³/d, previsto para operar junto com o SEAP 2.

  • O gás será exportado diretamente para venda, sem necessidade de tratamento adicional em terra.
  • Este é o único investimento operado pela Petrobras que envolve a construção de uma nova rota offshore, em parceria com a Equinor em Raia, prevista para 2028.