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‘A gente não aceita mais voltar a ser colônia. Não queremos mais Guerra Fria’, diz Lula

‘A gente não aceita mais voltar a ser colônia. Não queremos mais Guerra Fria’, diz Lula

‘A gente não aceita mais voltar a ser colônia. Não queremos mais Guerra Fria’, diz Lula

Ricardo Stuckert/PR

Lula destaca que o multilateralismo e a democracia são fundamentais, criticando a postura de Donald Trump de querer dominar um conselho

Ao discursar no encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador, o presidente Lula enfatizou a seriedade da situação política global e fez críticas à forma como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem desafiado a Organização das Nações Unidas (ONU) e a ordem internacional estabelecida. “Estamos enfrentando um momento crítico na política mundial, onde o unilateralismo está suplantando o multilateralismo. A carta da ONU está sendo desconsiderada, prevalecendo a lei do mais forte”, alertou.

Lula destacou a urgência de uma reforma na ONU, especialmente no Conselho de Segurança, algo que ele defende desde seu primeiro mandato em 2003, porém ressaltou que essa não é a direção seguida por Trump. “O presidente Trump está propondo a criação de uma nova ONU na qual ele se considera o único dono.” Trump pretende anexar a Groelândia, território da Dinamarca, aos Estados Unidos e, para isso, planeja estabelecer um Conselho de Paz independente da ONU, com autoridade para arbitrar em conflitos globais.

Diante da proposta de Trump, que fragiliza ainda mais a ONU, Lula afirmou ter passado “uma semana telefonando para líderes de todo o mundo”. Ele dialogou com os presidentes da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, entre outros chefes de Estado. O intuito dessas conversas, segundo Lula, é “impedir a degradação do multilateralismo em prol da prevalência da força armada e da intolerância de qualquer nação do mundo”.

O presidente incentivou a entrada de membros do MST na política, salientando a importância de compreender que na política tudo se desenrola a partir da correlação de forças. Ele reiterou a seriedade do momento político e afirmou sua candidatura, independente de quem sejam seus opositores no campo adversário.

“Gostar de política é assumir a responsabilidade de definir o projeto que desejamos para nosso movimento, o projeto que queremos para nosso país.” Segundo Lula, não adianta aspirar por mudanças no uso da terra, como proposto pelo MST, se a maioria da bancada do Congresso é composta por ruralistas.

Lula ressaltou a importância de reconhecer que são os pequenos e médios produtores que fornecem os alimentos que chegam à mesa das pessoas. “Quem produz os alimentos? Quem luta contra os agrotóxicos? Quem se esforça para produzir o alimento que consumimos? Somos nós. É crucial que o mundo reconheça que somos nós que desempenhamos esse papel. Porque o agronegócio produz para exportação.”

Da Redação do PT

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