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Rússia aumenta embarques de petróleo bruto nas últimas semanas e compensa perdas em oleodutos | Mundo

Rússia aumenta embarques de petróleo bruto nas últimas semanas e compensa perdas em oleodutos | Mundo

Rússia aumenta embarques de petróleo bruto nas últimas semanas e compensa perdas em oleodutos | Mundo

Rússia aumenta volume de embarques de petróleo bruto e compensa perdas em oleodutos

Os embarques de petróleo bruto da Rússia tiveram um pequeno aumento semanal, com os ganhos desde o fim de janeiro compensando a perda nos volumes transportados por oleoduto para Hungria e Eslováquia, conforme reportagem da Bloomberg publicada nesta terça-feira.

Dados de rastreamento de navios compilados pela Bloomberg mostram que os volumes atingiram uma média de 3,44 milhões de barris por dia nas quatro semanas até 22 de fevereiro.

Na semana dos dias 16 a 22, houve um leve aumento em relação ao período anterior, marcando a quinta semana consecutiva de avanço.

No entanto, os números ainda estão cerca de 420 mil barris por dia abaixo do pico registrado antes do Natal de 2025.

Com a guerra entre Rússia e Ucrânia completando quatro anos, o pequeno avanço nos embarques, juntamente com outra alta nos preços médios em quatro semanas, elevou as receitas do caixa de guerra do Kremlin ao maior nível em dois meses e meio. Descontos impostos aos barris russos, que atingiram o nível mais alto desde 2023, limitaram o aumento no valor das exportações.

Um ataque russo a uma estação de bombeamento no oeste da Ucrânia interrompeu os fluxos por oleoduto de cerca de 200 mil barris por dia de petróleo de Moscou para Hungria e Eslováquia através do sistema Druzhba. Esse petróleo pode estar sendo redirecionado para exportações marítimas, que aumentaram em volume semelhante.

Os dois países europeus responsabilizam a Ucrânia pela falha na retomada das entregas, bloqueando novas sanções da União Europeia contra a Rússia e ajudando Kiev.

Os países que apoiam a Ucrânia parecem relutantes em impor restrições adicionais às exportações de petróleo da Rússia, preferindo elevar o custo dos embarques em vez de dificultar o fluxo. Um navio-tanque que transportava petróleo russo e foi apreendido pela Marinha francesa foi liberado junto com a carga após o pagamento de multa.

Separadamente, Noruega e Islândia descartaram a apreensão de petroleiros da chamada frota paralela russa.

O Reino Unido anunciou um novo pacote de sanções contra Moscou nesta terça-feira, classificando-o como “o maior desde os primeiros meses da invasão [da Rússia sobre a Ucrânia] em 2022”.

As medidas têm como alvo “175 empresas da rede de petróleo 2Rivers, uma das maiores operadoras globais da frota paralela e importante comerciante de petróleo bruto russo”. Também incluem 48 navios petroleiros, todos, exceto um, já incluídos na lista de sanções da União Europeia (UE).

Na outra ponta, a China está adquirindo cargas russas com desconto, elevando suas importações marítimas de petróleo de Moscou a um recorde de 2,13 milhões de barris por dia nos primeiros 22 dias de fevereiro, segundo a Bloomberg.

O futuro das compras indianas de petróleo russo permanece incerto, com Nova Déli concedendo uma extensão de um mês a quatro seguradoras marítimas russas para cobrir petroleiros que atracam em seus portos.

As viagens mais longas e os atrasos envolvidos na entrega das cargas russas mantiveram o volume de petróleo bruto no mar próximo de 140 milhões de barris desde meados de dezembro, representando um aumento de cerca de 60 milhões de barris, ou aproximadamente 65%, desde o fim de agosto.

A Rússia parece estar lidando, por ora, com o gelo marinho mais extenso em 15 anos ao redor dos portos petrolíferos russos no Báltico. O quebra-gelo nuclear Sibir foi deslocado para o leste do Golfo da Finlândia para escoltar petroleiros até o terminal de petróleo de Primorsk, onde já auxiliou 32 embarcações desde a chegada do equipamento, em 18 de fevereiro. Os embarques a partir de Primorsk aumentaram em um navio, totalizando nove na semana passada.

Embarques de petróleo bruto

Um total de 32 petroleiros carregou 24,1 milhões de barris de petróleo bruto russo na semana até 22 de fevereiro, segundo dados de rastreamento de navios e relatórios de agentes portuários. O volume foi ligeiramente inferior aos 24,4 milhões de barris embarcados pelo mesmo número de navios na semana anterior.

Em média diária, os embarques na semana até 23 de fevereiro recuaram ligeiramente para 3,44 milhões de barris por dia, uma queda de cerca de 40 mil barris por dia.

Os fluxos são voláteis, afetados por condições climáticas, trabalhos de manutenção, sanções e o calendário dos embarques. Houve um embarque da variedade Kebco, do Cazaquistão, a partir de Ust-Luga durante a semana.

A queda nos fluxos na semana passada foi parcialmente impulsionada por um carregamento menor em Novorossiysk (Rússia).

Na média de quatro semanas, o valor bruto das exportações de Moscou subiu levemente, alcançando US$ 1,13 bilhão por semana nos 28 dias até 22 de fevereiro.

As tensões elevadas no Oriente Médio estão sustentando os preços globais de referência, resultando na sexta alta consecutiva nos preços médios do petróleo russo. Os preços mais altos compensaram a pequena queda nos fluxos, elevando o valor dos embarques em US$ 30 milhões por semana.

Por esse critério, os preços de exportação do petróleo Urals russo a partir do Báltico subiram cerca de US$ 0,50, para US$ 43,22 por barril, enquanto as cargas do Mar Negro avançaram cerca de US$ 0,80, para US$ 41,24 por barril.

O preço do petróleo ESPO do Pacífico aumentou US$ 1,50, atingindo média de US$ 53,51 por barril. Os preços entregues na Índia subiram US$ 0,30, para US$ 59,16 por barril, novo pico para o período desde novembro. Todos os preços são baseados em dados da empresa Argus Media.

Em base semanal, o valor das exportações atingiu média de cerca de US$ 1,14 bilhão nos sete dias até 22 de fevereiro, queda de US$ 40 milhões em relação ao número revisado da semana anterior, com a pequena redução nos fluxos somada à queda nos preços da marca de petróleo Urals.

Os embarques observados para clientes asiáticos da Rússia, incluindo aqueles sem destino final declarado, subiram para 3,25 milhões de barris por dia nas quatro semanas até 22 de fevereiro, ante 3,18 milhões no período até 15 de fevereiro.

Embora o volume de petróleo russo em petroleiros com destino declarado à China e à Índia pareça estar caindo acentuadamente, a quantidade em navios que ainda não informaram destino final disparou, permitindo que grande parte desse padrão seja revertida posteriormente.

Os petroleiros estão cada vez mais indicando destinos intermediários, como o Canal de Suez ou Porto Sudão, até cruzarem o Mar Arábico, enquanto alguns nunca informam o porto final, mesmo após atracarem para descarregar.

As embarcações também estão passando mais tempo no mar, com vários navios desviando de destinos iniciais na costa oeste da Índia ou na Turquia, e enfrentando atrasos para descarregar em portos chineses e indianos.

Os fluxos em petroleiros sinalizando portos chineses ficaram em 1,23 milhão de barris por dia nas quatro semanas até 22 de fevereiro, ante 1,3 milhão no período anterior. O volume destinado à Índia caiu para 250 mil barris por dia, de 280 mil anteriormente. Mas há o equivalente a 1,78 milhão de barris por dia em navios que ainda não indicaram destino final.

Desse total, cerca de 1,48 milhão de barris por dia estão em navios partindo dos portos ocidentais da Rússia com destino indicado como Porto Saíde ou Canal de Suez, ou provenientes de portos do Pacífico sem ponto claro de entrega, e outros 300 mil barris por dia estão em petroleiros que ainda não sinalizaram qualquer destino.

Os fluxos para a Turquia nas quatro semanas até 22 de fevereiro caíram para cerca de 160 mil barris por dia, o menor nível em quase dois meses.

A média de quatro semanas dos fluxos para a Síria caiu a zero, ante pico recente de cerca de 100 mil barris por dia observado até meados de janeiro. Petroleiros que transportam petróleo russo para o país do leste do Mediterrâneo raramente sinalizam seu destino e normalmente desaparecem dos sistemas automatizados de rastreamento ao sul da Ilha de Creta (Grécia), dificultando a estimativa prévia dos fluxos antes da chegada aos arredores do Porto de Baniyas, onde geralmente podem ser identificados por imagens de satélite.

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