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Exploração da Margem Equatorial pode injetar mais de R$ 10 bilhões no Produtor Interno Bruto do Maranhão

Exploração da Margem Equatorial pode injetar mais de R$ 10 bilhões no Produtor Interno Bruto do Maranhão

Exploração da Margem Equatorial pode injetar mais de R$ 10 bilhões no Produtor Interno Bruto do Maranhão

Perspectiva aponta geração de mais de 50 mil postos de trabalho

A Margem Equatorial Brasileira, região litorânea que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e é considerada a nova fronteira da exploração de petróleo no país, foi tema da primeira reunião do ano do Conselho Temático de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada em Brasília. O encontro, presidido por João Batista Rodrigues, diretor da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) e presidente do Coinfra (MA), contou com a participação de empresários, líderes sindicais e representantes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

A exploração da Margem Equatorial é vista como um impulsionador do crescimento econômico e social, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Estimativas apontam um potencial de 20 a 30 bilhões de barris recuperáveis, equivalente a cerca da metade das reservas do pré-sal. No Maranhão, que abriga as bacias do Pará-Maranhão e Barreirinhas, essa atividade é vista como uma oportunidade para fomentar a economia e aumentar a criação de empregos.

O presidente da Fiepa, Alex Carvalho, que também preside o Coinfra nacionalmente, conduziu a reunião, que contou com a presença da diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, destacando a importância dessa nova fronteira para assegurar a autossuficiência energética do país.

Segundo Sylvia dos Anjos, a demanda global por petróleo e gás continuará mesmo diante de cenários de redução de emissões. Ela ressalta que a exploração em andamento, focada no pré-sal, não atende à demanda nacional e não é suficiente para garantir o abastecimento a longo prazo.

Durante o debate, João Batista Rodrigues, diretor da Fiema, questionou a Petrobras sobre a previsão de exploração na bacia de Barreirinhas, no litoral maranhense. A empresa informou que aguarda a obtenção das licenças ambientais para avançar na região e em outras áreas da Margem Equatorial.

Projeções: Estudo da CNI indica que a exploração na Margem Equatorial pode resultar na criação de 326 mil empregos formais no país, além de adicionar R$ 65 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 3,87 bilhões em tributos indiretos.

No Maranhão, as projeções revelam um impacto significativo. Com base em simulações do Observatório Nacional da Indústria, o estado pode ter um acréscimo de até R$ 10,9 bilhões no PIB, representando um crescimento de quase 30% em relação a 2024. Nesse cenário, a geração de empregos nos setores de indústria, comércio e serviços pode ultrapassar 50 mil postos.

Ao longo da reunião, também foram abordados desafios regulatórios e logísticos. Representantes da CNI apresentaram os desdobramentos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que tem o potencial de reduzir prazos e aumentar a segurança jurídica.

O licenciamento ambiental foi identificado como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento. O encontro também destacou a importância de ampliar a utilização do sistema hidroviário brasileiro, considerado fundamental para o transporte de cargas, com a defesa de projetos de concessão mais estruturados para o setor.

Participantes da reunião na Fiema incluíram: Celso Gonçalo, vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do Conselho Deliberativo do Sebae-MA; Milton Campelo, presidente do Sindicanálcool; Adênio Queiroga, presidente do Sindigraf; Ana Cristina Fontoura, consultora do IEL; Geraldo Carvalho, coordenador de Ações Estratégicas da FIEMA; Álvaro Veloso, executivo do CIEMA; Moisés dos Santos Rocha, professor da UEMA; Rogerio Moreira Lima, diretor de inovação da ABTELECOM (Associação Brasileira de Telecomunicações); e Rannielle Aquino, da Zona de Processamento de Exportação (ZPE Bacabeira).

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