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Vorcaro discutiu com Sicário pagamento de R$ 50 mil a site de esquerda, diz jornal

Vorcaro discutiu com Sicário pagamento de R$ 50 mil a site de esquerda, diz jornal

Vorcaro discutiu com Sicário pagamento de R$ 50 mil a site de esquerda, diz jornal

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seu aliado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, debateram uma estratégia para conter notícias desfavoráveis na imprensa. Em mensagens analisadas pela Polícia Federal, Vorcaro sugeriu pagar R$ 50 mil mensais ao site Diário do Centro do Mundo (DCM), em uma “parceria” que poderia incluir até a remoção de reportagens consideradas prejudiciais à sua reputação. As informações foram divulgadas pela coluna de Malu Gaspar, em O Globo.

Mourão foi preso pela Polícia Federal na quarta-feira (4), mas tentou suicídio e encontra-se em estado de investigação de morte cerebral. De acordo com os investigadores, ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro para realizar monitoramento e planejamento de ações contra indivíduos vistos como adversários do banqueiro, além de invasões hacker em sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público e até do Federal Bureau of Investigation (FBI).

Na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as prisões, há trechos de um diálogo via WhatsApp em que ele menciona dividir parte do valor entre membros do grupo e fala sobre pagamentos destinados ao DCM e a outros editores.

A investigação sugere que a relação entre o banqueiro e o DCM era tensa. Em outubro de 2024, Mourão enviou a Vorcaro duas reportagens do DCM consideradas prejudiciais para o empresário. Nas trocas de mensagens, Vorcaro propôs intensificar as negociações com o portal para evitar novas publicações.

Em resposta, Mourão informou que o site solicitou um valor superior ao inicialmente oferecido. Vorcaro demonstrou irritação e manifestou intenção de “causar alvoroço” contra os responsáveis pelas matérias. Posteriormente, Mourão afirmou que as reportagens estavam sendo retiradas e que havia alcançado um acordo para evitar a publicação de novas notícias desfavoráveis.

Segundo a PF, os diálogos apontam para um “esforço coordenado” de Vorcaro para reagir às reportagens desfavoráveis e tentar controlar a disseminação de informações sobre o caso.

Após a operação policial vir a público, o Diário do Centro do Mundo emitiu uma nota afirmando que não recebeu recursos nem manteve qualquer relação com os investigados. Questionado sobre as mensagens, o site declarou não ter envolvimento com os acontecimentos investigados. Até o momento da publicação deste texto, novas informações não foram fornecidas.