STF chega a 40% de reprovação e bate recorde negativo, diz Datafolha
Plenário do Supremo Tribunal Federal. Foto: Antonio Augusto/STF
Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve seu pior nível de avaliação desde o início da série histórica. Segundo o levantamento, 40% dos entrevistados classificam o trabalho da corte como ruim ou péssimo, enquanto 34% consideram regular e 22% avaliam como ótimo ou bom. Os números permanecem estáveis em relação à pesquisa de março.
A pesquisa foi feita em meio ao desgaste provocado pelo caso envolvendo o Banco Master, além de reclamações sobre benefícios salariais no Judiciário e discussões sobre mudanças no sistema judicial. O caso atingiu diretamente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Toffoli deixou a relatoria do inquérito após a Polícia Federal apontar que fundos ligados ao banco adquiriram participação de uma empresa de sua família em um resort de luxo.
Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O levantamento também mostra um ambiente de divisão interna no Supremo. Segundo a reportagem, Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin estariam de um lado das disputas internas, enquanto Edson Fachin e Cármen Lúcia defendem outra postura diante da crise de imagem do tribunal.
Os dados revelam ainda divisão política na percepção sobre a Corte. Entre os entrevistados que aprovam o governo de Lula, metade avalia positivamente o STF. Já entre os que desaprovam a gestão petista, 71% classificam o trabalho dos ministros como ruim ou péssimo.
Entre os eleitores que afirmam intenção de voto em Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apenas 8% aprovam o desempenho do Supremo, enquanto 64% fazem avaliação negativa. A reprovação também aparece mais elevada entre homens, pessoas com ensino superior e entrevistados de renda mais alta.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 12 e 13 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00290/2026.


