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Trump aprova US$ 700 milhões para revitalizar a indústria de carvão nos EUA

Trump aprova US$ 700 milhões para revitalizar a indústria de carvão nos EUA

Trump aprova US$ 700 milhões para revitalizar a indústria de carvão nos EUA

O presidente Donald Trump afirmou que mobilizará centenas de milhões de dólares dos contribuintes americanos para sustentar sua iniciativa de revitalizar a indústria do carvão nos Estados Unidos, direcionando recursos para a construção de novas usinas, a manutenção de operações existentes e a construção de um terminal de exportação na Califórnia.
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O anúncio — que inclui cerca de US$ 500 milhões disponibilizados por meio da Lei de Produção para a Defesa (Defense Production Act, DPA), criada durante a Guerra Fria — representa mais um passo de Trump para fortalecer a mineração e a geração de eletricidade a carvão, apesar das críticas de ambientalistas que afirmam que a atividade contribui para o aquecimento global e piora a qualidade do ar. A Bloomberg News já havia informado anteriormente sobre a expectativa da medida.
— Hoje estamos tomando uma ação histórica para reduzir o preço da energia e o custo de vida de todos os americanos com o poder do carvão limpo e belo — disse Trump nesta quinta-feira, ao anunciar o plano no Salão Oval. — Se você olhar para a China e para tantos países bem-sucedidos, eles estão usando carvão.”
A iniciativa faz parte de uma agenda mais ampla do segundo mandato de Trump voltada para ampliar a produção americana de petróleo, gás natural e carvão. Também dá continuidade a esforços anteriores do governo para obrigar algumas usinas a carvão a permanecerem em operação apesar dos planos de fechamento, expandir o arrendamento de áreas federais para mineração de carvão e adquirir eletricidade para o Pentágono de usinas movidas a esse combustível fóssil.
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A medida também ocorre em um momento em que a Casa Branca enfrenta dificuldades para conter o aumento dos preços da energia. Os custos da eletricidade vêm subindo devido ao crescimento da demanda provocado pela instalação de novas fábricas e centros de dados que abastecem a indústria de inteligência artificial.
Os preços do petróleo e da gasolina também dispararam após a decisão de Trump de entrar em guerra contra o Irã. Teerã respondeu fechando o Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto dos fluxos globais de energia, e a hidrovia continua em grande parte fechada ao transporte comercial. O aumento dos preços dos combustíveis representa um risco político significativo para os republicanos nas eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro.
A nova iniciativa de Trump inclui US$ 425 milhões em recursos da DPA que serão destinados a mais de uma dúzia de usinas a carvão. Entre os beneficiários estão a Duke Energy, a Hallador Energy, a Oklahoma Gas & Electric e pelo menos uma subsidiária da American Electric Power, segundo uma autoridade da Casa Branca que pediu anonimato para discutir os detalhes antes do anúncio.
Outros US$ 75 milhões também serão disponibilizados por meio da legislação para o proposto terminal de exportação West Gateway, em Oakland, Califórnia, criando uma nova rota para exportar potencialmente 12 milhões de toneladas de carvão americano por ano para o exterior.
Além disso, o governo concederá cerca de US$ 185 milhões em subsídios separados do Departamento de Energia para ajudar a construir duas novas usinas no Alasca e na Virgínia Ocidental, além de reativar uma instalação desativada em Maryland.
Ambientalistas criticaram duramente os gastos planejados, argumentando que se trata de uma tentativa equivocada de sustentar uma fonte de energia poluente em detrimento de alternativas mais limpas e baratas, como o gás natural e as energias renováveis, incluindo solar e eólica. Segundo eles, a iniciativa também prolonga a dependência de um combustível fóssil amplamente responsabilizado pelas mudanças climáticas.
— É como jogar dinheiro em carruagens puxadas por cavalos para ajudar a reduzir os preços da gasolina — afirmou Eben Burnham-Snyder, diretor-gerente da Signal Group. — Esse dinheiro manteria algumas usinas de carvão funcionando artificialmente por mais alguns anos, mas poderia desenvolver várias vezes mais capacidade em energia solar ou ajudar a implantar energia nuclear avançada.
As medidas de Trump, por outro lado, foram comemoradas por apoiadores da indústria do carvão. Michelle Bloodworth, presidente-executiva do grupo de defesa setorial America’s Power, afirmou que o anúncio “reflete o reconhecimento do governo Trump de que o carvão é uma parte crítica da segurança energética dos Estados Unidos”.
Trump fez campanha prometendo revitalizar a mineração de carvão, buscando reverter a queda da demanda doméstica à medida que as concessionárias de energia migraram para fontes mais baratas, como o gás natural e as energias renováveis. O carvão já respondeu por mais da metade da geração de eletricidade nos Estados Unidos, mas essa participação caiu para cerca de 17% no ano passado.

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