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Calor extremo deixa Alemanha com 5.655 mortes acima do esperado em uma semana

Calor extremo deixa Alemanha com 5.655 mortes acima do esperado em uma semana

Calor extremo deixa Alemanha com 5.655 mortes acima do esperado em uma semana

Imagem de drone mostra pessoas em praia na Alemanha. Foto: Jonas Walzberg/Reuters

A Alemanha registrou 5.655 mortes acima do esperado na penúltima semana de junho, quando uma onda de calor extremo quebrou recordes de temperatura no país, segundo o Escritório Federal de Estatísticas.

Entre 22 e 28 de junho, o país contabilizou 23.665 óbitos, ante média de 18.179 no mesmo período dos quatro anos anteriores. Os dados ainda são preliminares; o portal alemão n-tv apontou que há 26 anos a Alemanha não registrava tantas mortes em uma única semana de verão.

Naquele intervalo, o país superou marcas históricas de calor por três dias seguidos. A temperatura mais alta chegou a 41,7°C em 28 de junho, em Coschen, no estado de Brandemburgo, no leste alemão.

A madrugada de 26 para 27 de junho também entrou para a série histórica como a noite mais quente já registrada no país, com 29,4°C em Kubschütz, na Saxônia. O calor provocou asfalto derretido no entorno de trilhos de bonde em Leipzig e danos em autoestradas alemãs.

Termômetro em Berlin mostra temperaturas de 41°C, na Alemanha. Foto: Axel Schmidt/Reuters

Uma semana antes da onda de calor mais intensa, entre 15 e 21 de junho, as autoridades alemãs registraram 18.427 mortes, número considerado próximo da média dos quatro anos anteriores para o mesmo período.

França, Bélgica, Holanda e Espanha também registraram mortes adicionais no fim de junho, de acordo com dados preliminares. A expectativa é que os balanços subam à medida que outros países europeus atualizem seus levantamentos.

Especialistas evitam classificar automaticamente todos os óbitos excedentes como mortes por calor, sobretudo em casos de idosos e pessoas com doenças preexistentes. “Que as altas temperaturas têm influência é incontestável, mas em que medida muitas vezes não está claro”, disse Alexander Lechleuthner, diretor-médico do serviço de emergência de Colônia, à revista alemã Der Spiegel.

Uwe Janssens, diretor da Associação Interdisciplinar Alemã de Cuidados Intensivos e Medicina de Emergência, afirmou à Der Spiegel que “com certeza temos mais mortes associadas ao calor do que ao trânsito”. Sebastian Klüsener, diretor de pesquisa do Instituto Federal de Pesquisa sobre População, disse ao portal t-online que, se as mortes nas próximas semanas ficarem nos níveis esperados em vez de cair, o calor provavelmente não apenas antecipou óbitos de pessoas com baixa expectativa de vida, mas também precipitou mortes entre pessoas consideradas mais saudáveis.

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