IPCA de julho teve ‘cabo de guerra’, com pressão de alimentos e combustíveis de um lado e energia do outro | Brasil
“O IPCA de julho foi marcado por um cenário de ‘cabo de guerra’. Houve uma queda nos preços de alimentos e combustíveis, enquanto a energia elétrica apresentou alta.”
Os preços de alimentos e bebidas registraram uma queda de 0,67% em julho, acentuando a deflação em comparação com junho, sendo a mais intensa desde julho de 2024 (-1%).
Por outro lado, os preços dos combustíveis recuaram 1,44%, com redução em todos os tipos: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).
Em contrapartida, os preços da energia elétrica subiram 3,09%, sendo o principal fator de alta (0,13 ponto percentual). Com isso, o grupo de habitação avançou 0,99% em julho, representando a maior variação desde 2021 (3,10%).
Segundo Gonçalves, a inflação medida pelo IPCA em julho teria sido de 0,27% se excluirmos o grupo de alimentos e bebidas.
Em relação aos alimentos, julho é tradicionalmente um mês de alívio nos preços, devido às condições climáticas favoráveis nesta época do ano.
Já em relação à energia elétrica, os aumentos tarifários em diversas concessionárias contribuíram para o cenário de alta, com reajustes significativos em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. A bandeira tarifária amarela permanece em vigor em julho, resultando em um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.


