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Lula evita Maranhão para não desgastar aliados na eleição 2026

Lula evita Maranhão para não desgastar aliados na eleição 2026

Lula evita Maranhão para não desgastar aliados na eleição 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve evitar, no início da campanha, visitas ao Maranhão e a outros estados onde mais de um candidato disputa seu apoio. A informação é do jornal O Globo. A estratégia do núcleo presidencial busca reduzir atritos entre aliados locais e impedir que as brigas regionais prejudiquem o projeto nacional de reeleição.

Além do Maranhão, a situação ocorre também em Pernambuco e na Paraíba. Os três estados deram votação expressiva ao petista no segundo turno de 2022. No Maranhão, Lula alcançou 71% dos votos. Pernambucanos e paraibanos entregaram ao então candidato 66% dos votos válidos.

Lula evita Maranhão para não desgastar aliados na eleição 2026

Segundo O Globo, aliados próximos de Lula consideram essencial garantir novamente uma vantagem ampla no Nordeste. Isso ganha peso diante da possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) abrir vantagem em colégios importantes, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Disputa dividida no Maranhão

O cenário no Maranhão ficou mais complexo depois do rompimento do grupo que esteve unido na eleição de 2022. Sem acordo com o governador Carlos Brandão (MDB), o PT lançou a candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao Palácio dos Leões.

A disputa estadual, no entanto, tem outros protagonistas. Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador, também disputa o cargo. Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, completa o trio na cabeça da corrida ao Governo do Maranhão.

Segundo O Globo, Camarão enfrenta dificuldades diante do favoritismo dos dois adversários. A campanha do petista corre por fora nas pesquisas mais recentes.

Orleans tenta se aproximar de Lula

Orleans Brandão busca associar a candidatura à figura do presidente da República. Ex-secretário de Assuntos Municipalistas, ele sustenta que os resultados da gestão de Carlos Brandão vieram também da parceria com o governo federal. Orleans conta, inclusive, com apoio de setores petistas.

“Vamos trabalhar divulgando as parcerias que o Lula tem com o Maranhão, pedindo voto e firme no compromisso de dar a ele votação mais expressiva do que nas eleições anteriores”, declarou Orleans a O Globo.

Braide aposta no distanciamento

Já Eduardo Braide adota uma estratégia de maior distanciamento da disputa presidencial. Ele procura dialogar também com o eleitorado de direita. Apesar disso, a chapa do ex-prefeito conta com André Fufuca (PP) como candidato ao Senado.

Ex-ministro do Esporte do governo Lula, Fufuca mantém apoio à reeleição do presidente. No início do mês, o nome de Fufuca ganhou projeção ao protagonizar embate com Roberto Rocha, caso relatado pelo O Ludovico.

Diante desse quadro, a estratégia inicial de Lula será evitar uma participação direta que possa ser lida como escolha de um dos palanques maranhenses. A prioridade da campanha presidencial, segundo o jornal, é preservar o apoio das forças que defendem sua reeleição e manter o Nordeste como principal base eleitoral.

O que isso significa para o eleitor maranhense

Para o eleitor do estado, a ausência de Lula nas primeiras semanas muda o tom da campanha local. Sem a presença do presidente, os candidatos precisam construir repertório próprio. Isso abre espaço para propostas e embates diretos entre os concorrentes.

Por outro lado, a decisão reduz o risco de um racha explícito na base que apoiou o petista em 2022. A preservação dessa união pode ser decisiva para manter a vantagem do presidente no estado, considerado um de seus maiores redutos eleitorais.

Segundo a análise de O Globo, o movimento também protege a própria candidatura de Lula. Ao evitar escolher um palanque, o petista mantém canais abertos com todas as correntes que hoje disputam votos no Maranhão.

Além disso, a postura reserva o peso político do presidente para a reta final. A expectativa é que Lula intensifique os compromissos no Nordeste conforme a campanha avance, quando já houver um desenho mais claro das disputas estaduais.

A leitura dos bastidores é que a ausência inicial não significa abandono. Pelo contrário, indica cuidado para não desequilibrar uma eleição que ainda está em aberto. A interpretação pode mudar nos próximos dias, conforme os eventos da campanha.

Com informações de O Globo, republicado por Gilberto Léda.

O Ludovico

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