Prefeito de Imperatriz segue colhendo prejuízos após traição a Brandão
O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, gestor da segunda maior cidade do Maranhão e, consequentemente, de um dos maiores colégios eleitorais do estado, segue colhendo prejuízos políticos após a decisão de romper com o governador Carlos Brandão e aderir à candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão.
Brandão foi um dos principais pilares políticos da eleição de Rildo Amaral para a Prefeitura de Imperatriz, em 2024. No segundo turno daquela eleição, o grupo governista entrou de forma decisiva na campanha do atual prefeito, sendo pilar importante que o fez ganhar o pleito.
Já durante a gestão municipal, o governo Carlos Brandão também manteve uma relação de parceria com Imperatriz, realizando investimentos e atendendo demandas apresentadas pela administração municipal.
Mesmo assim, no dia 17 de julho deste ano, Rildo Amaral anunciou oficialmente sua decisão de apoiar Eduardo Braide na disputa pelo Governo do Maranhão, rompendo com o grupo de Brandão e deixando o palanque de Orleans Brandão.
Desde então, os prejuízos políticos começaram a aparecer.
Um dos primeiros atingiu diretamente sua esposa, Perla Amaral. Ela chegou a ser anunciada como possível primeira suplente de André Fufuca na disputa pelo Senado. A indicação, entretanto, não prosperou. O União Brasil, partido de Perla, não aceitou seu nome, e a primeira suplência acabou ficando com Fernando Fialho, do PSDB.
Outro revés atingiu o irmão do prefeito, Flamarion Amaral, que pretendia disputar uma vaga de deputado estadual pelo Partido Verde. O PV decidiu não lançar chapa para deputado estadual, inviabilizando sua candidatura.
Flamarion tentou reverter a situação internamente e depois recorreu à Justiça Eleitoral. Não conseguiu, até agora, alcançar o objetivo. O TRE-MA negou pedido de liminar para garantir sua inclusão na disputa, deixando o irmão do prefeito praticamente fora do processo eleitoral.
Além das derrotas envolvendo pessoas diretamente ligadas ao prefeito, Rildo Amaral também passou a enfrentar desgaste político pela própria decisão de abandonar o grupo que havia sido determinante para sua chegada à prefeitura.
E nem mesmo a aposta em Eduardo Braide conseguiu, até aqui, produzir um cenário eleitoral confortável. A disputa pelo Governo do Maranhão continua acirrada, com pesquisas apresentando resultados diferentes. Enquanto alguns levantamentos colocam Braide na liderança, outros já mostraram Orleans Brandão à frente ou em empate técnico com o candidato apoiado pelo prefeito de Imperatriz.
O fato é que, pouco mais de um mês após trocar de lado, Rildo Amaral viu a esposa perder espaço na chapa de Fufuca, o irmão ter sua candidatura praticamente inviabilizada e ainda passou a carregar o desgaste de ter rompido com um grupo político que foi decisivo para sua eleição e importante parceiro de sua administração.
Até aqui, a decisão parece ter se transformado em um verdadeiro tiro no pé. E uma velha frase da política ganha novamente força no Maranhão: “A política ama a traição, mas odeia o traidor.”
De Elias Lacerda


