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Disputa ao Palácio dos Leões: os três blocos que concentram a corrida eleitoral no Maranhão

Disputa ao Palácio dos Leões: os três blocos que concentram a corrida eleitoral no Maranhão

Disputa ao Palácio dos Leões: os três blocos que concentram a corrida eleitoral no Maranhão

Disputa ao Palácio dos Leões: os três blocos que concentram a corrida eleitoral no Maranhão

A menos de um mês das eleições, a sucessão ao Governo do Maranhão se consolidou em torno de três candidaturas principais. Orleans Brandão (MDB), Eduardo Braide (PSD) e Felipe Camarão (PT) concentram a maior parte do tempo de rádio e TV e dominam o debate político nos municípios maranhenses com propostas fiscais, obras entregues e o peso das alianças nacionais.

O eleitorado maranhense tem pela frente uma escolha que opõe projetos distintos. Orleans Brandão aposta no grupo político do governador Carlos Brandão e em propostas de impacto popular. Eduardo Braide exibe as realizações de sua gestão como prefeito de São Luís. Felipe Camarão projeta a força da máquina federal com o apoio do presidente Lula. Outros quatro candidatos, sem tempo expressivo no horário eleitoral, tentam furar a bolha pelas redes sociais.

Orleans Brandão: herdeiro político com proposta de alívio tributário

O candidato do MDB e representante do grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão tem usado a máquina estadual e uma promessa de forte apelo popular para ganhar tração. Na quarta-feira (10), Orleans anunciou o compromisso de conceder isenção total do IPVA para motoristas de aplicativo e mototaxistas, além de motocicletas de até 180 cilindradas em todo o estado. A estimativa da campanha é de que a medida pode representar uma economia anual de até R$ 4 mil por trabalhador.

Durante o anúncio, feito em meio às celebrações dos 414 anos de São Luís, Orleans afirmou que a desoneração fiscal será uma prioridade a partir de 2027. “Esse será um grande programa do nosso governo. Já a partir do próximo ano, motoristas de aplicativo e mototaxistas poderão economizar até R$ 4 mil por ano”, declarou. A proposta foi incorporada ao plano de governo do candidato.

A chapa de Orleans conta com o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos), como candidato a vice-governador. Para o Senado, sua coligação reúne duas das lideranças mais conhecidas do estado: a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e o senador Weverton Rocha (PDT).

Eduardo Braide: obras como vitrine e discurso de gestão independente

Na liderança das pesquisas de intenção de voto, Eduardo Braide tem transformado sua gestão como prefeito de São Luís no principal cartão de visitas da campanha ao Palácio dos Leões. O candidato do PSD sustenta que entregou a prefeitura com R$ 2 bilhões em caixa e realizou mais de duas mil intervenções na capital, entre elas a construção de uma maternidade na Cidade Operária (orçada em R$ 47 milhões) e uma Policlínica na Cidade Olímpica, ambas com recursos do Novo PAC.

Braide costuma destacar que manteve boas relações com o governo federal durante as gestões de Jair Bolsonaro e Lula sem declarar apoio formal a nenhum dos dois — uma postura que sua equipe classifica como “independente”. Para o Senado, sua coligação conta com o deputado federal e ex-ministro André Fufuca (Progressistas) e com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim (Novo).

O candidato a vice na chapa de Braide é Elaine Carneiro (PSD), e a aliança ganhou musculatura com a entrada do Progressistas, partido que comanda uma das maiores fatias do fundo partidário no estado.

Felipe Camarão: a aposta do lulismo no Maranhão

Atual vice-governador, Felipe Camarão (PT) é o candidato apoiado pelo presidente Lula e representa o campo governista na disputa. Sua chapa tem como vice Ricardo Rodrigues (PT), atual presidente da Câmara Municipal de Caxias. A coligação reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB e a Federação PSOL/Rede.

Para o Senado, a chapa de Camarão conta com a senadora Eliziane Gama (PT), que busca a reeleição, e Enilton Rodrigues (PSOL). A aliança aposta na transferência de votos de Lula, que manteve alta popularidade no Maranhão, e nas obras federais em andamento no estado, como o prolongamento da Avenida Litorânea e a requalificação das BRs 010 e 135.

O governo estadual tem mantido parceria com Brasília para restaurar oito casarões históricos por meio do PAC Cidades Históricas, além de conjuntos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida.

As demais candidaturas e o tempo de TV

Além dos três principais blocos, outras quatro candidaturas foram oficializadas, mas com tempo de propaganda eleitoral bastante reduzido. As demais candidaturas apostam prioritariamente nas redes sociais e nas inserções de 30 segundos distribuídas ao longo da programação para tentar alcançar o eleitorado, especialmente no interior, onde a televisão aberta ainda é o meio de maior penetração.

A reta final da campanha promete intensificar os embates, especialmente em torno das propostas fiscais e da execução de obras públicas. Com menos de 30 dias para o pleito, o eleitor maranhense começa a definir não apenas o próximo governador, mas o rumo político do estado para os próximos quatro anos.

O Ludovico

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