Capitão da PM preso por agressões em posto de São Luís
A Justiça determinou e a Polícia Militar do Maranhão cumpriu, nesta quinta-feira (8), a prisão do capitão Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva, conhecido como “Berg”. A prisão do capitão da PM aconteceu em São Luís, após a expedição de um mandado de prisão preventiva.
O militar foi apresentado na Delegacia Especial da Mulher (DEM), na Casa da Mulher Brasileira, no bairro Jaracaty. Ele é investigado por suspeita de agredir uma mulher e efetuar disparos de arma de fogo contra outra durante uma confusão em um posto de combustível da capital.
Entenda por que a Justiça decretou a prisão do capitão da PM
O episódio ocorreu na manhã do último sábado (3), em um posto na Avenida Jerônimo de Albuquerque, nas proximidades do Elevado da Cohama. Segundo relatos, o capitão agrediu uma policial militar com quem teria envolvimento.
A confusão ganhou repercussão depois que a vítima Sara Pinto Brito contou que tentou ajudar a policial. Conforme o depoimento dela à TV Mirante, o capitão reagiu com coronhadas e chutes. Sara afirmou que perdeu a consciência durante as agressões e continuou sendo atingida mesmo desacordada.
Câmeras de segurança do posto registraram a ação. Um homem que estava no local também ficou ferido no pescoço por causa de um disparo.
Depoimento, liberação e decisão judicial
Na última terça-feira (6), o capitão prestou depoimento na DEM. Na ocasião, ele foi liberado porque ainda não havia mandado de prisão contra ele.
O quadro mudou nos dias seguintes. A Justiça avaliou os elementos do inquérito e expediu a prisão preventiva, que a corporação cumpriu nesta quinta-feira. O militar já responde a um processo de 2023 por violência doméstica contra a mesma policial envolvida no episódio. Esse processo ainda não foi julgado.
Procurada, a defesa do capitão não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para atualização.
O que esperar daqui para frente
A prisão preventiva não tem prazo definido e pode ser revista pela Justiça a qualquer momento. A Polícia Civil segue com as investigações, agora com o militar sob custódia da corporação.
Enquanto isso, o caso reacende a discussão sobre a violência praticada por agentes de segurança. Antes da prisão, o oficial já havia sido alvo de medidas internas após as agressões, como mostrou a reportagem sobre o afastamento do capitão em São Luís.
Com informações de Werbeth Saraiva e Clodoaldo Corrêa.
O Ludovico



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