Capitão da PM é afastado após agressões em posto de SLZ
Um capitão da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) foi afastado das funções operacionais após agredir uma mulher que também é policial militar e disparar contra outra. O caso ocorreu na manhã deste sábado (3), em um posto de combustíveis na Avenida Jerônimo de Albuquerque, próximo ao elevado da Cohama, em São Luís.
As agressões e o disparo foram registrados por câmeras de videomonitoramento. As imagens ganharam repercussão nas redes sociais ainda no fim de semana. A Polícia Militar confirmou o afastamento do oficial e abriu procedimento interno.
O que mostram as imagens
As câmeras flagraram o capitão dando um soco na mulher que usava um vestido laranja. Em seguida, ele desferiu um chute e outros dois socos. A mulher caiu no chão, mas as agressões continuaram.
Na sequência, o policial sacou uma arma e disparou contra outra mulher que estava no local. Segundo testemunhas, ela é amiga da policial agredida. Um homem também ficou ferido na região do pescoço e precisou de atendimento hospitalar.
A resposta da corporação
A PMMA informou que determinou o afastamento imediato do capitão das funções operacionais. O comandante-geral da corporação também acionou a Corregedoria-Geral da PMMA. O órgão instaurou um procedimento para apurar a conduta do oficial.
Segundo a corporação, uma das mulheres envolvidas é policial militar e recebe acompanhamento da Patrulha Maria da Penha. A PMMA afirmou ainda que as imagens da ocorrência serão consideradas na apuração.
O que diz a nota da Polícia Militar
A corporação divulgou nota à imprensa sobre o caso. No texto, a PMMA afirma ter determinado “o afastamento imediato das funções operacionais do capitão envolvido na ocorrência”. A nota acrescenta que o comandante-geral determinou “a instauração imediata de procedimento para apuração da conduta do oficial”.
A Polícia Militar declarou que não compactua com violência. A corporação prometeu adotar as medidas administrativas cabíveis ao fim da apuração.
Violência contra mulher dentro da corporação
O caso chama atenção porque a principal vítima é uma policial militar. A violência dentro da própria corporação é um problema recorrente no país. Programas como a Patrulha Maria da Penha acompanham mulheres em situação de risco.
No Maranhão, casos de agressão contra mulheres seguem no noticiário. Em setembro, a morte de Thaís Rodrigues, agredida na frente de um condomínio no Angelim, em São Luís, comoveu a cidade.
O que dizem as testemunhas
Testemunhas relataram que a discussão começou dentro do posto de combustíveis. Ainda não há detalhes oficiais sobre o que motivou a confusão. A Polícia Civil deve ouvir as pessoas que estavam no local no momento da ocorrência.
Segundo relatos, um homem que estava no posto foi atingido no pescoço durante a confusão. Ele foi encaminhado para atendimento hospitalar logo depois. A corporação não detalhou o estado de saúde dele.
Como funciona a Patrulha Maria da Penha
A Patrulha Maria da Penha acompanha mulheres com medidas protetivas de urgência. O programa faz visitas periódicas e monitora o cumprimento das decisões da Justiça. No caso de São Luís, a policial agredida passou a receber esse acompanhamento.
A PMMA confirmou a informação na nota enviada à imprensa. O acompanhamento vale como proteção adicional durante a apuração do caso.
O que a Corregedoria pode fazer
A Corregedoria-Geral da PMMA é o órgão que fiscaliza a conduta dos policiais militares. O procedimento interno pode terminar em advertência, suspensão ou até expulsão da corporação. Além disso, o caso pode ser encaminhado à Justiça comum.
A punição administrativa não depende da condenação criminal. Por isso, o oficial pode responder nas duas frentes ao mesmo tempo. Cada uma delas segue um rito próprio.
Pressão pública e redes sociais
Os vídeos circularam rapidamente nas redes sociais. A divulgação das imagens ampliou a pressão sobre a corporação. Como resultado, a PMMA agiu no mesmo dia e afastou o capitão das funções operacionais.
Casos de violência policial costumam gerar cobrança por punição rápida. A resposta da corporação busca reduzir o desgaste institucional diante da repercussão.
Corregedoria e possíveis punições
A apuração na Corregedoria pode resultar em punições administrativas. O processo corre em paralelo às investigações sobre o disparo e as agressões. A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias do caso.
A Corregedoria deve ouvir testemunhas e analisar as imagens do videomonitoramento. Até o momento, não há informação sobre o resultado do procedimento interno.
O que esperar daqui para frente
A tendência é que o capitão permaneça afastado até a conclusão da apuração. Além disso, o caso pode ganhar novos desdobramentos na Justiça. A repercussão nas redes sociais aumenta a pressão por respostas rápidas.
Como resultado, a corporação tende a manter o caso sob acompanhamento. Novas informações devem surgir nos próximos dias.
Com informações do g1 Maranhão.
O Ludovico



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