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Latrocínio na Cohama: 4º preso é dono da arma alugada

Latrocínio na Cohama: 4º preso é dono da arma alugada

Latrocínio na Cohama: 4º preso é dono da arma alugada

A Polícia Civil do Maranhão prendeu o quarto suspeito do latrocínio na Cohama, em São Luís. O homem é apontado como o dono da arma de fogo que teria sido alugada para a dupla que abordou a vítima.

A prisão aconteceu nessa quarta-feira (14). O caso é investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e corre em segredo de Justiça.

O crime que marcou o bairro

O assalto ocorreu no dia 1º de setembro, em frente a uma academia do bairro Cohama. Na ocasião, a vítima teve o cordão de ouro roubado e foi atingida por quatro disparos.

O crime teve grande repercussão na região. A vítima sobreviveu aos tiros e recebeu alta hospitalar depois de 12 dias internada.

Desde o começo das investigações, a DRF trabalha com duas linhas: tentativa de latrocínio e associação criminosa armada. A polícia trata o caso como ação de um grupo organizado, não de um assalto isolado.

Quatro prisões e a arma alugada

Com o mandado cumprido nesta semana, a DRF chegou a quatro prisões ligadas ao episódio. Antes, os agentes já haviam detido um funcionário terceirizado da academia e dois homens apontados como autores da abordagem.

O quarto preso, segundo a delegacia, é o responsável por fornecer a arma usada na ação. O detalhe muda o peso do caso: a investigação deixa de mirar apenas quem atirou e passa a alcançar quem alimentou o crime com material bélico.

O preso foi encaminhado à Central de Triagem de São Luís. Ele fica à disposição do Poder Judiciário e deve responder por participação na tentativa de latrocínio.

Latrocínio e tentativa: o que a lei prevê

O latrocínio é o roubo seguido de morte. O crime está previsto no artigo 157 do Código Penal e prevê reclusão de 20 a 30 anos.

Quando a vítima sobrevive aos disparos, o caso é tratado como tentativa de latrocínio. A pena segue a do crime consumado, mas pode ser reduzida de um a dois terços.

Já a associação criminosa armada aparece em outro dispositivo, o artigo 288. Ele pune o grupo que se organiza para praticar delitos, com punição maior quando há uso de arma.

Como funciona o aluguel de armas

O empréstimo ou aluguel de armas entre criminosos é uma prática antiga nas grandes cidades. Quem fornece a arma lucra sem participar diretamente do assalto.

O problema para a polícia é o rastro. Armas sem registro dificultam a ligação entre o crime e o dono, o que ajuda a explicar a demora em identificar o quarto suspeito.

Por isso, a DRF trata cada prisão como peça de um quebra-cabeça maior. Desmontar o fornecimento costuma ter mais efeito do que prender apenas quem puxa o gatilho.

Como a polícia chegou ao suspeito

A identificação do dono da arma saiu de um trabalho de inteligência da DRF. Os agentes cruzaram depoimentos dos presos anteriores com imagens de câmeras e informações de campo.

As diligências continuam. A polícia não descarta novas prisões e ainda tenta identificar outros envolvidos no esquema de fornecimento da arma.

O papel da DRF nas investigações

A Delegacia de Roubos e Furtos é a unidade da Polícia Civil do Maranhão responsável por roubos qualificados na Grande São Luís. Ela concentra inquéritos que envolvem armas e grupos organizados.

Nos últimos meses, a delegacia tem anunciado prisões em série em episódios de assalto com violência. O padrão se repete: primeiro chegam os executores, depois quem deu suporte logístico à ação.

O caso reacendeu a discussão sobre segurança na região da Cohama. Moradores de bairros próximos relatam a mesma preocupação com assaltos em pontos movimentados, como academias e paradas de ônibus.

Esse tipo de crime costuma ocorrer em horários de pico, quando a circulação de pessoas é maior. A orientação das autoridades é evitar reação em abordagens com arma de fogo.

O que muda para a Cohama

O bairro vem registrando assaltos com violência em 2026. A tentativa de latrocínio na porta da academia virou símbolo dessa rotina, porque ocorreu em plena luz do dia e em uma área movimentada.

A resposta policial até aqui tem sido de prisões em série. Quatro suspeitos em pouco mais de um mês indicam que a investigação avançou, mas também mostram o tamanho da rede envolvida em um único assalto.

Para os moradores, o efeito prático depende da continuidade do trabalho. Enquanto a arma não for retirada de circulação e o esquema de aluguel não for desmontado, o risco segue nas ruas.

Com informações de O Imparcial. Veja também: acidente na Cohama deixa uma vítima.

O Ludovico

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