Polo petroquímico no Maranhão: abaixo-assinado é lançado
Lideranças de diferentes segmentos da sociedade maranhense lançaram um abaixo-assinado que pede a instalação de um polo petroquímico no Maranhão. O documento será entregue aos dois candidatos à Presidência da República e ao governador eleito, Eduardo Braide.
A entrega aproveita a passagem dos presidenciáveis por São Luís. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda na capital na terça-feira (20). Flávio Bolsonaro (PL) vem ao estado na quarta-feira (21).
Entidades entregam petição a presidenciáveis e a Braide
A mobilização é encabeçada pela Associação dos Oficiais e Oficialas de Justiça do Maranhão (AOJE-MA), pelo Conselho Regional de Economia (CORECON-MA) e pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MA).
Os organizadores querem que os candidatos assumam um compromisso público com o empreendimento. O mesmo pedido será levado a Braide, para que o projeto entre nas ações do próximo governo estadual.
Segundo os responsáveis, a proposta busca três resultados: redução das desigualdades regionais, geração de trabalho e renda e fortalecimento da indústria nacional.
Maranhão reúne condições para o polo petroquímico
O documento lista as vantagens do estado. A produção de alumínio, a siderurgia e a agroenergia já fazem parte da economia maranhense.
Além disso, o Porto do Itaqui, ligado às ferrovias Carajás e Norte-Sul, conecta o Maranhão às cadeias produtivas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Ao mesmo tempo, o estado avança na área de energia. Em agosto de 2026, conforme a ANP, o Maranhão foi o quinto maior produtor brasileiro de gás natural, com cerca de 5,1 milhões de metros cúbicos por dia.
A produção de petróleo deve crescer com a exploração da Margem Equatorial, onde o estado tem duas bacias. O tema já aparece no debate sobre como o gás natural pode impulsionar a indústria, assunto tratado no leilão da PPSA.
Entre as áreas em avaliação está o terreno que seria da Refinaria Premium I, junto à Zona de Processamento de Exportação de Bacabeira. A escolha depende de estudos de infraestrutura e viabilidade econômica.
O que dizem os organizadores
O presidente da AOJE-MA, Aníbal Lins, afirma que a meta é fixar o jovem no estado. “Queremos que os jovens maranhenses encontrem aqui condições para estudar, trabalhar e construir suas vidas”, disse. Ele acrescenta que a expansão do ensino técnico e superior, a pesquisa aplicada e a parceria entre empresas e universidades são centrais na proposta.
Já o presidente do CORECON-MA, Roberto Matos, destaca o efeito sobre a economia local. Para ele, a formação de fornecedores locais, inclusive micro e pequenas empresas, aproxima o investimento dos municípios e cria empregos qualificados.
Como participar do abaixo-assinado
Quem quiser apoiar a iniciativa pode assinar pela internet. Os organizadores disponibilizaram um QR-Code no Instagram da AOJE-MA e um link direto para a petição online.
A expectativa é reunir apoio popular suficiente para transformar o polo petroquímico em política de Estado, e não apenas em promessa de campanha.
Com informações de Raimundo Borges.
Foto: Reprodução / Raimundo Borges
O Ludovico



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