A oração do Papa pelos cristãos perseguidos
“Penso, em particular, em Bangladesh, Nigéria, Moçambique, Sudão e outros países, dos quais chegam frequentemente notícias de ataques a comunidades e locais de culto. Deus é Pai misericordioso e quer a paz entre todos os seus filhos!”, disse Leão XIV ao final do Angelus dominical.
Bianca Fraccalvieri – Vatican News
Ao final da oração mariana, a atenção do Papa se dirigiu a inúmeras situações que o preocupam. De modo especial, Leão XIV retomou o comentário ao Evangelho e falou da discriminação e perseguição sofrida por muitos cristãos em várias partes do mundo:
O Pontífice afirmou que reza pelas famílias em Kivu, na República Democrática do Congo, onde nestes dias houve um massacre de civis e pelo menos 20 pessoas morreram num ataque terrorista: “Rezemos para que cesse toda a violência e os fiéis colaborem para o bem comum”.
A oração pela “martirizada” Ucrânia
A oração do Papa foi também pela Ucrânia: “Acompanho com dor as notícias dos ataques que continuam a atingir várias cidades ucranianas, incluindo Kiev. Eles causam vítimas e feridos, entre os quais também crianças, e danos consideráveis às infraestruturas civis, deixando famílias sem casa enquanto o frio avança. Asseguro minha proximidade à população tão duramente provada. Não podemos nos acostumar com a guerra e a destruição! Rezemos juntos por uma paz justa e estável na martirizada Ucrânia”, exortou Leão, usando a expressão com a qual seu predecessor, Francisco, se referia ao país.
O Santo Padre manifestou seu pesar ainda pelas vítimas do grave acidente rodoviário ocorrido na última quarta-feira no sul do Peru: “Que o Senhor acolha os falecidos, sustente os feridos e conforte as famílias em luto”. A propósito, o Pontífice recordou a celebração no terceiro domingo de novembro do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito. Leão XIV pediu um “exame de consciência”, já que a maioria dos acidentes são causados por comportamentos irresponsáveis.
Novo Beato
Na sequência, o Papa recordou a beatificação ontem, na cidade de Bari, de Carmelo De Palma, sacerdote diocesano, falecido em 1961 após uma vida dedicada generosamente ao ministério da Confissão e do acompanhamento espiritual. “Que o seu testemunho incentive os sacerdotes a se doarem sem reservas ao serviço do santo povo de Deus.”
Antes de se despedir dos fiéis, Leão XIV falou do Dia Mundial dos Pobres, que a Igreja celebra hoje: “Agradeço a todos aqueles que, nas dioceses e nas paróquias, promoveram iniciativas de solidariedade com os mais desfavorecidos. E, idealmente, neste Dia, entrego novamente a Exortação Apostólica Dilexi te, “Eu te amei”, sobre o amor aos pobres, documento que o Papa Francisco estava preparando nos últimos meses de vida e que, com grande alegria, eu concluí”.
Por fim, uma menção ao Dia de oração pelas vítimas e sobreviventes de abusos, celebrado na Itália: “Que cresça a cultura do respeito como garantia da proteção da dignidade de cada pessoa, especialmente dos menores e dos mais vulneráveis”.
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