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Alckmin diz que fim da escala 6×1 é tendência mundial e defende debate com Congresso | Política

Alckmin diz que fim da escala 6×1 é tendência mundial e defende debate com Congresso | Política

Alckmin diz que fim da escala 6×1 é tendência mundial e defende debate com Congresso | Política

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, defendeu o fim da escala 6×1, mas desde que respeite especificidades dos setores, e o debate com o Congresso Nacional. A declaração foi feita na tarde deste domingo (26), durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

Para Alckmin, “o debate está correto” e “a tendência é nós sairmos da escala 6×1”, devido aos avanços tecnológicos, mas existem setores com suas especificidades e “cabe ao Congresso Nacional debater e buscar a melhor solução”.

“É natural, no mundo inteiro, que haja uma tendência de ter jornada menor. Porque a tecnologia permite fazer muito mais com menos gente. Portanto, o debate está correto. A tendência é nós sairmos de uma escala 6×1. Agora, tem setores que têm uma especificidade. Cabe o Congresso Nacional debater e buscar a melhor solução”, afirmou Alckmin a jornalistas.

Alckmin lembrou que hoje existem setores em que a jornada de trabalho é de 40 horas semanais. Ele acredita que “outros vão chegar lá”. “O cronograma disso e a maneira de fazê-lo cabem um bom debate com a sociedade”, defendeu.

Os textos das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que preveem o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho estão em tramitação na Câmara dos Deputados. Na semana passada, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou a comissão especial que discutirá as propostas, mas não anunciou ainda os nomes para a presidência e a relatoria do colegiado.

A comissão especial analisará as propostas dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP). Ambas tratam do fim da escala 6×1, sem redução de salários, mas propõem alternativas diferentes para a jornada de trabalho no país.

Ainda segundo Motta, o objetivo é que a instalação do colegiado e o início dos trabalhos aconteçam nesta semana. A ideia é votar o texto no mês de maio. O colegiado será composto por 38 membros titulares e outros 38 de suplentes.

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a admissibilidade das duas PECs. Nesta etapa, os deputados analisaram apenas os aspectos formais da proposta, sem entrar no mérito do tema, o que caberá à comissão especial.

Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

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