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Pitacos: até quando o Botafogo vai insistir em Joaquín Correa? Jogador tem sido um a menos

Pitacos: até quando o Botafogo vai insistir em Joaquín Correa? Jogador tem sido um a menos

Pitacos: até quando o Botafogo vai insistir em Joaquín Correa? Jogador tem sido um a menos

* O Botafogo tem (mais um) problema grande a resolver. Joaquín Correa. Alto salário, baixa entrega. Um dos piores custo-benefício da história recente do clube. E por que continua insistindo?

* Em quase um ano de clube, são 34 jogos e três gols. Se puxar na memória, quando ele foi importante em campo? No empate em 2 a 2 com o Santos, no Brasileirão 2025. Só.

* Muito pouco. Em 2026, Tucu Correa conviveu com lesões e problemas físicos. Mas quando entrou foi praticamente um a menos. Lembra quando o Botafogo ganhou de 2 a 0 do Nacional Potosí e se classificou na segunda fase prévia da Libertadores? Ele entrou aos 35 do segundo tempo e o time simplesmente acabou. Quando houve a eliminação para o Barcelona-EQU, Correa foi acionado aos 33 da primeira etapa e nada fez.

* E o que aconteceu neste sábado no empate em a 2 a 2 com o Internacional pelo Campeonato Brasileiro? Joaquín Correa entrou no segundo tempo e novamente nada adicionou. Por que entra? Por que “furou a fila” de Lucas Villalba e de Jordan Barrera? É pelo alto salário?

* Tucu Correa não é meia-armador, não é ponta e não é centroavante. Trota com a bola no setor ofensivo à procura de um passe simples, não dribla, não chuta. Não marca, não recompõe na marcação, não tem intensidade. Como explicar tanta insistência? Custa caro o salário, mas custa ainda mais caro perder pontos ao jogar com um jogador que tem sido um a menos.

* Quer usar Joaquín Correa? Tem que ser em um contexto específico, em que os outros nove jogadores de linha tenham intensidade, em que o Botafogo tenha a bola e atue no campo ofensivo. Do contrário, pouco contribuirá, como foi contra o Internacional. E ele precisa se condicionar melhor fisicamente e ter mais obrigações táticas.

* O erro maior, na verdade, foi do técnico Franclim Carvalho. Chamou Álvaro Montoro e Tucu Correa para entrar quando o jogo estava 1 a 1, o Botafogo fez o segundo gol quando eles ainda se preparavam. Aí era a hora de rever as substituições. Tirou Matheus Martins e Edenílson, um tinha acabado de dar dois chutes perigosos e teria campo para jogar, o outro tinha participado bem do gol.

* Fez o segundo gol, fora de casa, era hora de deixar o desespero para o Inter, de se posicionar bem e escapar no contra-ataque. Se quisesse povoar mais o meio, tirasse Arthur Cabral (porque já estavam dois centroavantes) e colocasse um meio-campista, ou Montoro (mais ofensivo) ou Allan (mais defensivo).

* Franclim apostou mal, ficou sem contra-ataque, passou a ser pressionado e levou o gol de empate. Dois pontos jogados no lixo. E Tucu Correa? Nada acrescentou, mais uma vez.

* A culpa, nesse caso, é do treinador. Mas no geral não. Ele merece elogios por o time estar sendo competitivo e produtivo. Não tem responsabilidade por não ter goleiro (Neto, Léo Linck ou Raul não param de falhar) ou de a diretoria ter negociado Alexander Barboza com o Palmeiras na semana do jogo (no qual ele foi muito mal).

* Fica a ressalva: time que tem a pior defesa do campeonato não pode ficar exposto quando está ganhando, não pode levar gol em contra-ataque ou transição (como foi contra Coritiba e Internacional). Jogar feio e controlar sem bola também faz parte para equipes que querem ser vitoriosas.

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