Bancários entram no segundo dia de greve no Maranhão
Funcionários de bancos situados na capital São Luís e no interior chegaram, nesta quarta-feira, 9, ao segundo dia do movimento grevista que objetiva obter reajuste salarial para categoria.
A paralisação, de acordo com informações do Sindicato dos Bancários do Maranhão, além de instituições situadas na região metropolitana, atinge cidades como Imperatriz, Açailândia, Caxias, Bacabal, Santa Inês e Timon.
“Os bancos lucraram cerca de R$ 182 bilhões em 2025, mas seguem apresentando propostas rebaixadas aos trabalhadores. Para o SEEB-MA, não há justificativa para tanto arrocho em um setor que acumula lucros bilionários. A categoria cobra reajuste digno, recuperação das perdas salariais, aumento dos tíquetes e pisos, PLR, saúde, garantia de emprego, manutenção de direitos e melhores condições de trabalho. A mobilização também enfrenta a falta de funcionários, a sobrecarga, o adoecimento e o desmonte da estrutura bancária. Esses ataques prejudicam os trabalhadores e também a população, com mais filas, demora e dificuldades para acessar atendimento bancário de qualidade”, disse a entidade.
Ainda de acordo com informações do Sindicato, de 2016 a 2025, os reajustes salariais acumularam 70,98%, diante de 59,31% de INPC.
Descontado o efeito da inflação, isso representou ganho real de 7,33%.
De 2018 a 2025, esse ganho caiu para apenas 1,97%.
De 2020 a 2025, a situação se inverteu: os reajustes somaram 40,68%, enquanto o INPC chegou a 42,11%.
Resultado: perda real acumulada de 1,01% no poder de compra.
“Mesmo assim, a Contraf-CUT alardeia como conquista o INPC + 0,6% proposto pela Fenaban. Só que esse percentual não recupera nem a perda de 1,01% já acumulada. Ou seja, o chamado “ganho real” não tira a categoria do prejuízo. O arrocho continua. 2016 foi o ano da última grande greve nacional dos bancários. Desde então, o ganho real foi encolhendo até virar perda. Para o SEEB-MA, a lição é clara: sem greve em 2026, os banqueiros e a Contraf continuarão impondo arrocho e retrocessos. Não podemos permitir”, finalizou.


