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Círio de Nazaré do Cohatrac fecha com 200 mil fiéis e cobertura total do Cley Viana Totalmente Católico

Círio de Nazaré do Cohatrac fecha com 200 mil fiéis e cobertura total do Cley Viana Totalmente Católico

Círio de Nazaré do Cohatrac fecha com 200 mil fiéis e cobertura total do Cley Viana Totalmente Católico

O Círio de Nazaré do Cohatrac fechou a sua programação neste domingo (18) com a tradicional procissão que tomou as ruas da zona do Cohatrac, em São Luís. A organização estimava a presença de 200 mil fiéis no último dia da festa.

A concentração começou às 17h, com saída da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Cohab, em direção ao Cohatrac. Às 18h30, a missa solene reuniu a multidão em frente ao Santuário, presidida pelo arcebispo de São Luís, Dom Gilberto Pastana.

A festa começou ainda no sábado (17), que abriu o encerramento com a Santa Missa na Praça Nossa Senhora de Nazaré, às 17h, seguida da apresentação oficial do manto de Nossa Senhora de Nazaré 2026. Às 19h, a Procissão da Luz levou em translado luminoso a imagem peregrina da praça do Santuário até a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Cohab.

Uma cobertura que acompanhou a fé de perto

A festa deste ano teve acompanhamento completo do programa Cley Viana Totalmente Católico, que fez a cobertura total do Círio do Cohatrac. A equipe esteve na rua desde as primeiras movimentações, acompanhou a preparação dos fiéis, a saída das procissões e a missa de encerramento, com transmissão e entrevistas ao longo de toda a programação.

Para o programa, acompanhar o Círio de perto é mais do que registrar um evento religioso. É mostrar a devoção que move milhares de famílias maranhenses todos os anos e que transforma as ruas do Cohatrac e da Cohab num caminho de fé compartilhada.

O manto de 2026

A apresentação do manto de Nossa Senhora de Nazaré 2026, no sábado, é um dos momentos mais aguardados da festa. O manto é a peça que veste a imagem peregrina ao longo das procissões, e cada ano recebe um desenho próprio, com símbolos escolhidos pela organização e pela comunidade.

A Procissão da Luz, à noite, segue tradição antiga do Círio: a imagem peregrina atravessa as ruas iluminadas, acompanhada por velas e lanternas carregadas pelos fiéis, num trajeto que liga a praça do Santuário à igreja da Cohab.

Por que o Círio do Cohatrac cresce a cada ano

O Círio do Cohatrac deixou de ser uma festa de bairro para se tornar uma das maiores manifestações religiosas da capital maranhense. A estimativa de 200 mil pessoas no encerramento coloca o evento no mesmo patamar das grandes procissões do calendário católico do Maranhão.

O crescimento se explica por três fatores que se somam. O primeiro é a devoção a Nossa Senhora de Nazaré, que atravessa gerações e alcança bairros que não tinham tradição de participação. O segundo é a organização comunitária, que envolve paróquias, grupos de oração, comerciantes e moradores na preparação de cada etapa. O terceiro é a dimensão cultural, com apresentações, música e a presença das famílias durante todo o fim de semana.

Não é por acaso que o Círio virou também momento de reencontro. Gente que saiu do Cohatrac volta para acompanhar a procissão. Gente que nunca morou ali passa a vir todos os anos. A festa cria pertencimento.

Fé e cidade

Ao longo de todo o dia, o trânsito foi alterado nos bairros por onde passou a procissão, e a Polícia Militar acompanhou o percurso. Ambulâncias e equipes de apoio ficaram posicionadas nos pontos de maior concentração, e a organização montou estrutura de hidratação e atendimento para os fiéis.

Nas calçadas, o comércio informal ganhou fôlego com a chegada dos romeiros: água, lanche, velas, fitas e imagem de Nossa Senhora vendidos em barracas que se espalharam pelas ruas do trajeto.

Para quem participou, o domingo teve um sentido maior do que a contagem de público. Teve caminhada longa, cântico alto, promessa cumprida e gratidão. Teve gente que caminhou quilômetros para pagar uma promessa antiga e gente que chegou pela primeira vez, curiosa, e disse que vai voltar.

O Círio do Cohatrac 2026 termina com a sensação de dever cumprido e com a certeza de que a festa do ano que vem já começou a ser preparada.

O que move quem caminha

Quem acompanha o Círio do Cohatrac de perto percebe que a procissão não é feita só de fé. É feita de promessa. Há quem caminhe descalço, quem carregue a imagem, quem pague uma penitência antiga que só a família conhece. Nas calçadas, moradores montam cadeiras cedo, distribuem água e abrem a porta de casa para quem precisa descansar.

Esse jeito de organizar a festa é o que sustenta o evento. Não existe apenas uma equipe coordenando a procissão. Existem dezenas de grupos de oração, pastorais, movimentos e comerciantes que assumem tarefas durante meses. O Círio do Cohatrac acontece porque a comunidade decide que ele acontece.

O programa que acompanhou tudo

O Cley Viana Totalmente Católico fez a cobertura total da festa, registrando desde a preparação do manto até a missa de encerramento. O programa católico acompanhou o Círio do Cohatrac em toda a sua programação, com equipe presente na Praça Nossa Senhora de Nazaré, na Procissão da Luz, na concentração da Cohab e na missa solene em frente ao Santuário.

Nas transmissões, o programa mostrou o que a contagem de público não mostra: o rosto de quem esperava o ano inteiro por aquele dia. Fiéis que chegaram de ônibus de outros bairros, famílias inteiras, jovens e idosos juntos no mesmo trajeto.

Os números do encerramento

A organização trabalhou com a expectativa de 200 mil pessoas no último dia da programação, entre os que seguiram a procissão a pé, os que acompanharam pelas calçadas e os que se somaram na missa solene. O público se distribuiu entre a Praça Nossa Senhora de Nazaré, o percurso até a Cohab e o entorno do Santuário.

O trânsito foi desviado nos bairros do trajeto, e a Polícia Militar acompanhou o percurso junto à organização. Equipes de saúde ficaram posicionadas nos pontos de maior concentração, e houve estrutura de hidratação ao longo da caminhada.

Uma festa que não termina no domingo

Terminada a procissão, começa o trabalho silencioso: desmontar a estrutura, fechar as contas, agradecer quem ajudou e planejar o próximo ano. Quem participa da organização costuma dizer que o Círio do ano seguinte já começa na segunda-feira seguinte ao encerramento.

Fica o saldo do fim de semana: ruas cheias, famílias juntas e uma devoção que atravessa gerações no Cohatrac. A festa de 2026 encerrou, e a cidade já sabe que vai se encontrar de novo no próximo outubro.

Com informações do Imirante.com

Ariosto Carvalho, editor do blog O Ludovico

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