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Dólar estável e Ibovespa recua com pressão de bancos

Dólar estável e Ibovespa recua com pressão de bancos

Dólar estável e Ibovespa recua com pressão de bancos

O Ibovespa encerrou o pregão de baixa liquidez desta quarta-feira (22) com uma queda de 1,65%, atingindo 192.888,96 pontos. O recuo de 3.243 pontos foi impulsionado principalmente pelas ações dos grandes bancos, enquanto os indicadores no Brasil permaneceram sem grande relevância. No cenário externo, foram observados sinais mistos.

Apesar do desempenho negativo no curto prazo, os analistas mantêm uma perspectiva mais otimista para o índice, com projeções chegando a 210 mil pontos em um cenário de redução das tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio.

No mercado cambial, o dólar comercial manteve-se estável em relação ao real, encerrando o dia cotado a R$ 4,974, após oscilações entre ganhos e perdas. A moeda atingiu a mínima de R$ 4,955, indicando uma leve tendência de valorização do real, embora não tenha sido suficiente para sustentar uma terceira sessão consecutiva de valorização.

A curva de juros futuros operou em alta em todos os vencimentos, refletindo uma maior cautela e incerteza entre os investidores.

No cenário internacional, a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de estender indefinidamente o cessar-fogo no Oriente Médio contribuiu para o avanço dos principais índices em Wall Street. A percepção predominante no mercado é que os riscos geopolíticos continuam relevantes, mas com um impacto momentaneamente reduzido nos preços dos ativos.

Ao mesmo tempo, os preços do petróleo voltaram a subir, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100, devido à manutenção das tensões no Estreito de Ormuz.

Ações do dia

As ações da Petrobras (PETR4) registraram alta de 1,38%, impulsionadas pela valorização do petróleo no mercado internacional. Por outro lado, a Vale (VALE3) teve uma queda de 1,70%, mesmo com a alta do minério de ferro.

O setor bancário se destacou negativamente, exercendo uma forte pressão sobre o Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) recuou 3,62%, em meio à expectativa pelo Dia do Investidor. O Bradesco (BBDC4) teve uma queda de 2,95%, o Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 2,89% e o Santander (SANB11) cedeu 3,32%.

Outras ações também tiveram perdas significativas, como a Embraer (EMBR3), que registrou uma queda de 6,01%, apesar do anúncio de um novo contrato com uma empresa canadense.

Mercado externo

Wall Street apresentou alta após os EUA ampliarem indefinidamente o cessar-fogo com o Irã. Os investidores demonstraram alívio e passaram a apostar em uma possível aproximação do fim do conflito. No entanto, a incerteza persiste, com o Irã recusando negociações e mantendo uma postura resistente. As tensões continuam elevadas após a apreensão de navios no Estreito de Ormuz e a alta do petróleo. Na Europa, os mercados reagiram com cautela diante da falta de confiança nas sinalizações dos Estados Unidos sobre o conflito. As Bolsas europeias fecharam sem uma direção única, refletindo dúvidas sobre a efetividade do cessar-fogo.

Em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,69%, alcançando 49.490,77 pontos; o S&P 500 teve um aumento de 1,05%, atingindo 7.137,89 pontos; e o Nasdaq registrou um acréscimo de 1,64%, chegando a 24.657,57 pontos.