Festival Paralímpico de Judô reúne atletas em São Luís
O Festival Paralímpico de Judô reuniu crianças, atletas com deficiência visual e pessoas com autismo em São Luís. O Instituto Maranhense de Deficientes Visuais (IMDV) realizou a primeira edição do evento no último sábado, 26 de setembro. A programação aconteceu na Cozinha Solidária do IAFFA, no bairro da Jordoa.
Festival Paralímpico de Judô reúne atletas de São Luís
A atividade teve formato de torneio e colocou os participantes em situação real de competição. O público incluiu alunos do IMDV e integrantes da Academia Shiai de Judô. Para os organizadores, o foco não foi o resultado, mas a participação e a superação de cada atleta.
O evento também recebeu cobertura das TVs Mirante e Difusora. A visibilidade ajuda a divulgar o paradesporto maranhense e a atrair novos participantes. Além disso, mostra à sociedade as potencialidades das pessoas com deficiência.
Competições adaptadas trabalham técnica, equilíbrio e confiança. No judô, o contato orientado e as regras claras criam um ambiente seguro para quem está começando. Como resultado, o esporte vira ferramenta de autonomia e de convivência.
Estrutura e apoio ao paradesporto maranhense
O festival marcou o encerramento de uma etapa de um projeto do IMDV. A iniciativa conta com apoio da Secretaria Nacional de Paradesporto, por meio de emenda parlamentar. Atualmente, o projeto atende cerca de 70 pessoas, entre crianças, atletas cegos e pessoas com autismo.
Com os recursos, o instituto ampliou a estrutura para a prática esportiva. O IMDV adquiriu tatames e quimonos e contratou professores e auxiliares técnicos. Como resultado, os treinos ganharam regularidade e qualidade técnica.
O presidente do IMDV, Etevaldo Santos, destacou o alcance social da ação. Segundo ele, o objetivo é alcançar mais crianças, jovens e adolescentes. “O esporte tem esse poder de transformar vidas e transformar pessoas”, afirmou.
Depoimentos e o que esperar
Para o participante Maurício Morelli, a experiência no judô tem sido marcada pela superação. Ele afirma que o projeto ajuda a mostrar à sociedade as potencialidades das pessoas com deficiência. O relato resume o espírito do festival, que valoriza cada conquista individual.
A tendência é que o IMDV amplie o número de atendidos nos próximos meses. O instituto já prepara atletas para competições nacionais. Assim, o paradesporto ganha espaço em um cenário histórico de pouco investimento no setor.
O apoio de emendas parlamentares e de secretarias amplia o alcance do trabalho. Contudo, a continuidade depende de financiamento estável e de equipes permanentes. Sem isso, projetos inclusivos correm o risco de parar no meio do caminho.
O Festival Paralímpico de Judô se soma a outras iniciativas locais. Em agosto, por exemplo, o esporte maranhense já havia movimentado modalidades como beach tennis e supercopa em São Luís. Agora, a inclusão por meio do judô reforça o papel social do esporte no estado.
Para as famílias, o evento representa uma porta de entrada. Muitos participantes chegam sem experiência e encontram acolhimento nos treinos. Com o tempo, alguns passam a competir e levam o nome do Maranhão para torneios fora do estado.
Por que o judô ganha espaço entre atletas com deficiência visual
O judô integra o programa paralímpico e reúne atletas com diferentes graus de deficiência visual. Nas competições, as categorias se separam por peso e por classificação funcional. Isso garante equilíbrio entre os participantes e valoriza a técnica.
Na iniciação, os professores adaptam o ensino. O tatame, o toque e a orientação constante ajudam o atleta a se localizar no espaço. Portanto, a modalidade fica acessível até para quem nunca praticou esporte de contato.
Além da parte física, o judô trabalha disciplina e respeito. Os alunos aprendem regras de convivência e ganham autonomia no dia a dia. Esse conjunto de ganhos explica a procura crescente pela modalidade em projetos sociais.
O papel do IMDV e das parcerias
O IMDV atua há anos na defesa dos direitos das pessoas com deficiência visual no Maranhão. Além do esporte, o instituto mantém ações de inclusão e de apoio às famílias. O festival é uma das frentes dessa atuação.
A parceria com a Academia Shiai de Judô ampliou a estrutura técnica do projeto. A academia cedeu conhecimento e apoio durante as atividades. Como resultado, os alunos treinam com orientação especializada.
A Cozinha Solidária do IAFFA, no bairro da Jordoa, sediou o evento. O espaço integra uma rede de apoio social em São Luís. Assim, o festival também aproxima o esporte de territórios com menor oferta de atividades.
Investimento e continuidade
Especialistas defendem que o paradesporto precisa de política pública permanente. Recursos pontuais ajudam, mas não sustentam equipes e professores ao longo do ano. Por isso, a continuidade do projeto depende de novos convênios e parcerias.
Para o Maranhão, o resultado é simbólico. O estado ainda concentra poucos investimentos em esporte adaptado, apesar do avanço recente. Cada evento como esse pressiona o poder público a ampliar políticas de inclusão.
Com informações de O Imparcial e do IMDV. Foto: Divulgação / IMDV.
O Ludovico



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