×

Fibromialgia: saiba quais alimentos ajudam a aliviar as dores

Fibromialgia: saiba quais alimentos ajudam a aliviar as dores

Fibromialgia: saiba quais alimentos ajudam a aliviar as dores

A alimentação pode ser uma aliada nos cuidados de pessoas que convivem com fibromialgia, especialmente quando faz parte de uma rotina que também inclui acompanhamento profissional, atividade física e atenção à qualidade do sono. Alimentos ricos em ômega-3, antioxidantes e determinados minerais estão entre aqueles que podem integrar uma dieta equilibrada.

A fibromialgia é uma síndrome reumática caracterizada principalmente por dor musculoesquelética crônica e disseminada pelo corpo. Fadiga, alterações no sono, inchaço e dificuldades cognitivas, como problemas de memória e concentração, também podem aparecer. Segundo dados citados pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, a condição atinge cerca de 3% da população brasileira e é diagnosticada com maior frequência em mulheres.

As causas da fibromialgia ainda não são completamente conhecidas. Diferentes fatores podem estar associados ao quadro, incluindo alterações relacionadas ao sistema nervoso central e aspectos emocionais. Algumas pessoas também apresentam dores de cabeça, tontura, palpitações e desconfortos gastrointestinais.

Os hábitos alimentares podem integrar uma estratégia mais ampla de cuidado. Deficiências de micronutrientes, entre eles vitamina B12, magnésio e selênio, podem estar relacionadas à piora de sintomas como fadiga e dores.

Uma alimentação equilibrada também pode contribuir para a saúde intestinal e para o funcionamento adequado do metabolismo. A orientação é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, fontes de gorduras consideradas benéficas, antioxidantes e minerais.

Fibromialgia. (Foto: Freepik)

Peixes, sementes e fontes de ômega-3

Sardinha, atum, salmão e cavalinha aparecem entre as principais fontes alimentares de ômega-3. Para quem procura alternativas vegetais, linhaça e chia também podem fazer parte da dieta.

Esses alimentos fornecem gorduras poli-insaturadas associadas a diferentes funções do organismo e podem integrar padrões alimentares voltados à redução de processos inflamatórios.

Frutas, vegetais e antioxidantes

Outra recomendação é ampliar a presença de frutas e hortaliças no cotidiano. Frutas vermelhas, como morango, mirtilo, framboesa, cereja, amora e uva, fornecem compostos antioxidantes, entre eles flavonoides.

Essas substâncias também são encontradas em vegetais como cebola, pimentão, espinafre, brócolis, couve e tomate.

Já os polifenóis estão presentes em alimentos como azeite de oliva extravirgem, maçã, laranja, uva, castanhas e linhaça, além de bebidas como chá-verde, chá-branco e chá-preto. Esses compostos são estudados principalmente por sua ação antioxidante e pela participação na modulação de processos inflamatórios.

Cúrcuma também pode entrar no cardápio

A cúrcuma é outra opção citada devido à presença da curcumina, composto conhecido por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Apesar disso, nenhum alimento isoladamente deve ser encarado como tratamento para a fibromialgia. A composição geral da alimentação e os cuidados adotados ao longo do tempo são mais importantes do que apostar em um único ingrediente.

Saúde intestinal também merece atenção

Iogurte natural, kefir e outros alimentos fermentados podem ser incluídos na alimentação por sua relação com a microbiota intestinal.

Alterações gastrointestinais podem ocorrer em pessoas com fibromialgia, o que aumenta a importância de observar a saúde intestinal dentro de uma avaliação individualizada. A escolha desses alimentos, porém, deve considerar possíveis intolerâncias e as necessidades de cada pessoa.

Magnésio, selênio e zinco

Banana, abacate, ameixa, aveia, ovos, milho, nozes, amêndoas, castanha-do-pará e vegetais verde-escuros também aparecem entre as opções recomendadas.

Esses alimentos fornecem minerais como magnésio, selênio e zinco, nutrientes envolvidos em diferentes processos metabólicos e no funcionamento muscular e neurológico.

A variedade é importante: em vez de concentrar o consumo em apenas uma fonte, uma alimentação diversificada ajuda a fornecer diferentes vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos.

O que reduzir na alimentação

Enquanto alguns alimentos podem ser priorizados, outros devem ser consumidos com moderação. A recomendação apresentada é diminuir principalmente os ultraprocessados, geralmente ricos em açúcares adicionados, sódio, gorduras e aditivos.

Refrigerantes e outras bebidas açucaradas, carnes processadas, embutidos, frituras, biscoitos, doces e fast food estão entre os produtos que devem ocupar menos espaço na rotina alimentar.

O excesso de cafeína e o consumo de bebidas alcoólicas também merecem atenção, especialmente porque alterações no sono e fadiga são frequentes entre pessoas com fibromialgia.

Suplementos exigem orientação

Suplementos de vitaminas, minerais ou ômega-3 não devem ser utilizados indiscriminadamente. A necessidade depende da alimentação, de possíveis deficiências nutricionais e das características individuais.

Entre os nutrientes mencionados no material estão vitaminas D e E, ômega-3, coenzima Q10 e magnésio. A suplementação, no entanto, deve ser avaliada por médico ou nutricionista.

A mesma lógica vale para mudanças alimentares mais restritivas. Não há uma dieta única adequada a todas as pessoas com fibromialgia, e excluir grupos inteiros de alimentos sem indicação pode provocar deficiências nutricionais.

Alimentação é apenas uma parte dos cuidados

Os cuidados com a fibromialgia vão além do prato. A prática regular de exercícios de baixo impacto, como caminhada, natação, pilates e ioga, pode integrar a rotina, respeitando a condição física e as orientações dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento.

Manter horários regulares de sono e adotar estratégias para lidar com o estresse também são medidas importantes. Técnicas de relaxamento, meditação, terapia e atividades de lazer podem fazer parte dessa abordagem.

Por se tratar de uma condição complexa e com manifestações diferentes entre os pacientes, a fibromialgia exige acompanhamento individualizado. Alimentação equilibrada, atividade física e outros hábitos saudáveis podem funcionar como aliados para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida, mas não substituem o acompanhamento médico.

Créditos