Governo do Pará revela o que pode ter causado incêndio em pavilhão da COP30
Incêndio atingiu a Zona Azul da COP30, em Belém (PA), nesta quinta (20), e levou à evacuação do Pavilhão da Índia. Equipes de emergência atuaram rapidamente enquanto autoridades apuravam a origem do fogo.
A tarde desta quinta-feira (20) foi marcada por correria na COP30, em Belém (PA), depois que um incêndio atingiu a Zona Azul, onde ficam os pavilhões oficiais dos países. O ponto mais afetado foi o pavilhão da Índia, que precisou ser evacuado imediatamente pelo Corpo de Bombeiros. Segundo o governo do Pará, as chamas podem ter sido provocadas por um curto-circuito em um aparelho de micro-ondas.
As primeiras versões sobre o que pode ter causado o fogo surgiram enquanto equipes ainda trabalhavam no local. O ministro do Turismo, Celso Sabino, chegou a comentar que um celular ligado à tomada poderia ter iniciado o problema. “A cidade de Belém recebeu muitas críticas, praticamente todas injustas. Um possível celular que pegou o fogo numa tomada não vai macular essa COP. Isso poderia acontecer em qualquer lugar do planeta”, afirmou.
A organização da conferência informou à CNN Brasil que 13 pessoas precisaram de atendimento após inalarem fumaça no local. Ainda de acordo com a organização, todas foram acompanhadas pela equipe médica e receberam os cuidados necessários. Não houve registro de casos graves.
Um incêndio atingiu o pavilhão dos países na COP30, nesta quinta (20). O fogo teria começado a subir após uma queda de energia.
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— Hugo Gloss (@HugoGloss) November 20, 2025
O governo do Pará apresentou outra possibilidade horas depois: um curto-circuito em um micro-ondas. A administração estadual informou que as chamas foram combatidas rapidamente, em cerca de seis minutos. Para isso, foram usados 244 extintores instalados na área, além de mangueiras de apoio e a atuação de 56 bombeiros. O espaço segue isolado e submetido à perícia para definição da causa exata.
Sabino garantiu que a situação não compromete o andamento da conferência e ressaltou o material usado nas estruturas montadas: “Esse princípio de incêndio poderia ter sido em qualquer lugar do planeta. O importante é que ninguém se feriu. O procedimento padrão é evacuar, tirar todo mundo. Em poucos minutos teremos mais informações sobre o que ocasionou o incêndio”. Ele informou que o fogo foi contido por volta das 14h30, cerca de quinze minutos depois do início.
Em entrevista à GloboNews, o governador Helder Barbalho disse que duas hipóteses estavam sendo consideradas: uma falha em um gerador ou um curto-circuito em um estande.
Sabino reforçou que a definição depende de análise técnica: “Nós precisamos também ter uma perícia para identificar o que foi que ocasionou esse incidente, se foi um celular carregando, se foi um curto se foi uma água derramada em cima de uma tomada”.
Enquanto autoridades tentavam entender o ocorrido, relatos de participantes chamaram atenção para problemas prévios na rede elétrica do pavilhão. Marcelo Rocha, diretor-executivo do Instituto Ayika, contou que sua equipe percebeu instabilidade antes do incêndio. “Nossa luz ficou piscando, e depois a fumaça subiu“, disse. Segundo ele, a técnica de som da instituição informou que havia falhas na instalação elétrica.
O episódio surpreendeu até quem acompanha conferências do clima há décadas. Claudio Angelo, coordenador do Observatório do Clima, destacou que situações como essa nunca foram registradas: “Nunca houve, em 30 anos de COP, uma Zona Azul pegando fogo”.
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