Guerra no Irã esgotou quase toda a reserva de mísseis dos EUA
Modelos ATACMS e PrSM foram empregados em quase sua totalidade; os mísseis Tomahawk reduziram seu estoque pela metade, e os interceptores Patriot tiveram uma queda de 65%.
Durante 5 meses de confronto com o Irã, o Exército dos Estados Unidos consumiu quase toda sua reserva global de mísseis de longo alcance e alta precisão. Essa diminuição nos estoques impacta a capacidade das Forças Armadas norte-americanas de lidar com novos conflitos em escala mundial.
Os mísseis mais afetados foram os ATACMS (Sistemas de Mísseis Táticos do Exército) e o PrSM (Mísseis de Ataque de Precisão). Segundo a Reuters, que divulgou a informação nesta terça-feira (4 de agosto de 2026), os EUA utilizaram quase todos esses armamentos. O nível exato do estoque não havia sido revelado até então.
Cada míssil tem um custo superior a US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5,5 milhões na cotação atual. Esses artefatos são empregados em ataques de alta precisão a partir de distâncias seguras. O ATACMS é utilizado pelas forças ucranianas contra alvos russos no conflito na Ucrânia, enquanto o PrSM é a versão moderna do ATACMS, com alcance ampliado.
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), poderá se ver obrigado a recorrer a missões de bombardeio tripuladas, aumentando o risco para as tripulações, caso decida retomar os ataques em grande escala contra o território iraniano.
Trump deu início ao conflito contra o Irã em parceria com Israel em fevereiro de 2026, com a expectativa de uma guerra breve. O Comando Central dos EUA conseguiu reabastecer parte dos suprimentos a partir de estoques distribuídos globalmente.
Em comunicado emitido pela Casa Branca, Trump afirmou que a indústria de defesa do país está operando em capacidade máxima. “Nossas empresas de defesa estão produzindo mais munições do que nunca”, declarou.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, assegurou que as Forças Armadas possuem os recursos necessários para intervir onde o presidente determinar. “As Forças Armadas dos Estados Unidos são as mais poderosas do mundo e têm tudo o que precisam para executar suas missões nos locais e momentos escolhidos pelo presidente. Realizamos diversas operações bem-sucedidas em todos os comandos de combate, garantindo que as Forças Armadas dos EUA possuam um amplo arsenal de capacidades para proteger nossa nação e nossos interesses”, afirmou.
A escassez também afeta a infraestrutura defensiva. Um estudo do CSIS (Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais) indica que 65% dos interceptores de mísseis Patriot foram consumidos entre fevereiro e julho de 2026. A reserva do sistema antimíssil THAAD diminuiu 38% no mesmo período. De acordo com a Reuters, esses dados coincidem com os números internos do governo dos EUA.
Já o consumo de mísseis de cruzeiro Tomahawk, lançados por navios e submarinos da Marinha dos EUA, atingiu quase metade do estoque global. Essa é uma das principais formas da força naval atingir alvos sem expor os pilotos a riscos.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/j/K/fqweZxT3axaL2kqjJABA/115527196-files-former-brazilian-first-lady-michelle-bolsonaro-speaks-during-the-national-meeting-of.jpg)

