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Inhame contra o câncer: pesquisa da Uema e UFRJ avança

Inhame contra o câncer: pesquisa da Uema e UFRJ avança

Inhame contra o câncer: pesquisa da Uema e UFRJ avança

Uma proteína encontrada no inhame pode abrir caminho para novos tratamentos contra o câncer. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) identificaram que a substância, chamada tarina, apresenta ação contra células tumorais em testes de laboratório. O inhame e o câncer passaram a ser estudados juntos em uma linha de pesquisa que já dura mais de 15 anos.

Inhame contra o câncer: pesquisa da Uema e UFRJ avança
Foto: Reprodução / Blog do Raimundo Borges

Como funciona a proteína do inhame

Os cientistas desenvolveram uma formulação que usa nanotecnologia para levar a tarina até as células cancerígenas. Nos experimentos, a substância conseguiu interromper a multiplicação dessas células e ativar mecanismos que provocam a morte delas.

Os testes foram feitos em culturas de células de câncer de mama e de glioblastoma, um tipo agressivo de tumor cerebral. Além de reduzir a proliferação, a formulação diminuiu a capacidade de migração das células, característica importante no processo de disseminação da doença.

Resultados em câncer de mama e no cérebro

Outro ponto considerado relevante foi a ausência de toxicidade em culturas de células humanas saudáveis nas condições analisadas. O dado indica que a proteína pode ter maior seletividade, uma das principais dificuldades dos tratamentos convencionais.

No caso do glioblastoma, os pesquisadores avaliaram se a formulação conseguia atravessar a barreira hematoencefálica, estrutura que protege o cérebro e dificulta a chegada de medicamentos. Em testes de laboratório, cerca de 20 por cento da formulação cruzou um modelo dessa barreira após 180 minutos. O resultado sugere que a tecnologia pode ser aperfeiçoada para levar substâncias terapêuticas a tumores cerebrais.

Pesquisa ainda está na fase pré-clínica

Apesar dos avanços, os cientistas ressaltam que o estudo está na fase pré-clínica. Até agora, os resultados foram obtidos em culturas celulares. Ainda são necessários novos experimentos, incluindo estudos em animais e, depois, ensaios clínicos com pacientes.

A equipe também pretende investigar se a tarina pode ajudar a reduzir os efeitos adversos da quimioterapia. Estudos anteriores com camundongos identificaram benefícios da proteína na recuperação de alterações provocadas por medicamentos quimioterápicos.

O que a descoberta significa na prática

Os pesquisadores fazem uma ressalva importante. Os resultados não significam que comer inhame previne ou cura o câncer. Os efeitos observados estão relacionados a uma proteína isolada e preparada em laboratório, e não ao consumo do alimento.

A pesquisa reforça o papel das universidades públicas na produção de conhecimento. O trabalho foi publicado pelas pesquisadoras Patricia Ribeiro Pereira, Raiane Vieira Cardoso e Vânia Margaret Flosi Paschoalin. Enquanto isso, o SUS amplia o tratamento oncológico em todo o país.

Com informações do Blog do Raimundo Borges e do ICL.

O Ludovico

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