investigação descarta feminicídio no caso Gabrielly
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Timon finalizou a investigação sobre a morte de Gabrielly, ocorrida em 1º de janeiro de 2026, e declarou que o incidente não foi um feminicídio, mas sim um acidente de trânsito.
Após a conclusão do inquérito policial, que incluiu depoimentos de testemunhas, análise de imagens, laudos periciais do Instituto de Criminalística (ICRIM) e reconstrução dos eventos, a DHPP solicitou à Justiça a revogação da prisão de Francisco Luciano, que inicialmente era considerado suspeito. A solicitação foi aprovada pelo Ministério Público e acatada pelo Poder Judiciário.
Segundo o relatório final da investigação, o carro dirigido por Francisco Luciano e a motocicleta em que Gabrielly estava seguiam na mesma direção da via. Durante uma conversão à esquerda realizada por ambos, houve um contato entre o guidão da motocicleta e a lateral/retrovisor do veículo, resultando na perda de controle da moto e na colisão contra blocos de proteção na pista.
A investigação também revelou que as ocupantes da motocicleta não usavam capacetes e que nenhum dos condutores possuía habilitação para dirigir, fatores que contribuíram para a gravidade do acidente.
Com base nas evidências técnicas e nas diligências realizadas, a DHPP concluiu que não houve intenção criminosa, dolo ou qualquer motivação relacionada à violência de gênero, descartando assim a caracterização de feminicídio.
O caso seguirá os procedimentos legais pertinentes na esfera de trânsito, conforme estabelecido pela legislação, demonstrando o comprometimento das autoridades policiais com uma investigação responsável, técnica e fundamentada em provas.


