Irã diz que chefe do Exército do Paquistão visitará Teerã na segunda-feira | Mundo
O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, visitará Teerã na segunda-feira para dar continuidade aos esforços de levar paz e segurança à região, afirmou neste domingo, 23, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, segundo comunicado da pasta.
O Paquistão assumiu o papel de mediador nas negociações entre Irã e Estados Unidos destinadas a encerrar a guerra, iniciada com os ataques americanos e israelenses contra o Irã em fevereiro.
Duas fontes do governo paquistanês confirmaram a visita de Munir à Reuters. A primeira afirmou que Irã e Paquistão mantêm contato direto. Uma segunda fonte disse que as conversas também abordarão os acontecimentos recentes do conflito, incluindo a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor sanções mais duras ao Irã.
“Ele [Munir] discutirá a paz no âmbito do memorando de entendimento de Islamabad, o alerta de Trump, a situação após o acordo entre Paquistão, Turquia e Arábia Saudita e questões relacionadas aos houthis com os líderes iranianos”, afirmou a fonte.
A visita ocorre em meio ao aumento das tensões, enquanto o Irã ameaça dar uma resposta militar aos planos dos Estados Unidos de impor sanções que podem aumentar ainda mais a pressão sobre a já debilitada economia da República Islâmica.
A viagem coincidirá com um anúncio previsto para segunda-feira sobre os detalhes das sanções planejadas, que autoridades americanas afirmaram que serão “as sanções mais duras da história” contra o Irã.
Trump havia alertado para consequências econômicas contra qualquer país que fornecesse “qualquer tipo de ajuda ao Irã”, em meio aos esforços para isolar a República Islâmica.
Os embarques de petróleo estão praticamente paralisados no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã ameaça atacar qualquer petroleiro não autorizado que tente atravessar a importante rota marítima. A economia iraniana já enfrenta forte pressão decorrente das sanções.


