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Juiz nega retirada de tornozeleira eletrônica de prefeito de Igarapé Grande, acusado de assassinar policial militar – Atual7

Juiz nega retirada de tornozeleira eletrônica de prefeito de Igarapé Grande, acusado de assassinar policial militar – Atual7

Juiz nega retirada de tornozeleira eletrônica de prefeito de Igarapé Grande, acusado de assassinar policial militar – Atual7

O juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara da Comarca de Pedreiras, negou na última quinta-feira (2) pedido de retirada de tornozeleira eletrônica apresentado pela defesa do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT). O pedetista é réu em ação penal sob a acusação de ter assassinado o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos, que estava de folga no dia, segundo a investigação do caso.

Na decisão, o magistrado afirmou que não houve fato novo capaz de alterar o cenário que levou à substituição da prisão preventiva de Xavier, em setembro de 2025, pela medida cautelar. Ele também indeferiu pedido de autorização para que o prefeito de Igarapé Grande viajasse por 15 dias a Bodocó, em Pernambuco, onde visitaria a avó paterna, que enfrenta uma doença oncológica.

“Embora a situação seja digna de consideração, não se demonstrou que a presença do acusado seja imprescindível à assistência da familiar, tampouco que isso autorize, nas particularidades do caso, a mitigação das restrições atualmente vigentes”, anotou o juiz.

O PM foi morto na noite 6 de julho do ano passado, durante uma vaquejada no Parque Maratá, em Trizidela do Vale. Ele foi alvejado com cinco disparos de arma de fogo. O laudo pericial cadavérico registra que os tiros atingiram o militar na região de tórax dorsal esquerdo (duas perfurações), lombar esquerda (uma perfuração), ombro direito anterior (uma perfuração), além de antebraço direito (uma perfuração).

Segundo a denúncia do Ministério Público — elaborada com base em depoimentos de testemunhas, análise de imagens de câmeras da região, laudo do IML (Instituto de Medicina Legal) e outros elementos de prova —, os tiros partiram do prefeito, que em depoimento à Polícia Civil maranhense admitiu a autoria dos disparos.

Os advogados sustentam na ação penal que o prefeito teria reagido a uma agressão e agido em legítima defesa, versão que o MP-MA rebate. A tese também é refutada pela Polícia Civil, que concluiu em relatório final que a vítima teria sido alvejada, “sem qualquer chance de defesa”, após haver reclamado com o gestor municipal que o farol do veículo dele estava apontado para o seu rosto.

João Vitor Xavier responde no processo por homicídio qualificado, receptação e porte ilegal de arma de fogo. Ele é filho de Júnior Xavier (PDT), prefeito de Bernardo do Mearim, cidade vizinha a Igarapé Grande. É ainda sobrinho de seu antecessor no comando do município, Erlânio Xavier, secretário-geral do PDT no Maranhão e pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026.

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