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Júri Condena Réus por Homicídio Histórico e Feminicídio

Júri Condena Réus por Homicídio Histórico e Feminicídio

Júri Condena Réus por Homicídio Histórico e Feminicídio

A Comarca de Paulo Ramos viveu dias intensos e memoráveis para o Judiciário maranhense. Sob a presidência do juiz João Bruno Farias Madeira, o Tribunal do Júri realizou duas sessões cruciais nos dias 15 e 16 de abril, marcadas por um processo histórico de quase duas décadas e um caso recente de feminicídio que mobilizou a cidade.

​Caso Histórico: Justiça após 17 anos

​A primeira sessão encerrou um capítulo aberto em 2007. O réu Ailton Alexandre da Silva foi julgado pelo homicídio qualificado de Gilvan do Nascimento. Segundo os autos, o crime ocorreu nas proximidades do “Bar do Panca”, onde a vítima foi agredida fatalmente com socos, pontapés e golpes de arma branca.

​A complexidade de julgar fatos ocorridos há tanto tempo exigiu um esforço coordenado da unidade judicial para garantir a produção de provas e o direito à ampla defesa.

  • ​Veredito: Condenado.
  • ​Pena: 19 anos e seis meses de reclusão.
  • ​”O decurso do tempo não é impedimento para que a Justiça alcance o seu fim social”, pontuou o magistrado João Bruno Farias Madeira.

    ​Feminicídio em Paulo Ramos: Resposta Rápida à Sociedade

    ​A segunda sessão tratou do bárbaro assassinato de Dayanne Leão dos Santos Sousa, ocorrido em setembro de 2024. O réu, José Gomes de Menezes Neto, foi acusado de matar a ex-companheira por não aceitar o fim do relacionamento.

    ​O crime, cometido na casa do avô da vítima, gerou forte comoção. A estrutura do julgamento precisou ser ampliada: um telão foi instalado do lado de fora da Câmara Municipal para que estudantes e familiares pudessem acompanhar o rito.

    • ​Veredito: Condenado.
    • ​Pena: 19 anos e três meses de reclusão.

    ​Logística e Segurança Reforçada

    ​Dada a alta voltagem emocional dos casos, o Judiciário contou com uma operação logística rigorosa. Os trabalhos da segunda sessão estenderam-se até a madrugada do dia 17, contando com o apoio da Polícia Militar e da Diretoria de Segurança Institucional do TJMA.

    ​Durante as revistas, a PM chegou a apreender objetos perfurocortantes (canivetes e estiletes) com o público, garantindo que a sessão ocorresse de forma pacífica. O apoio da Câmara Municipal foi fundamental, cedendo o espaço para acomodar a complexa estrutura necessária para os debates.

    ​A realização bem-sucedida destas sessões reafirma a eficiência do Tribunal do Júri na resolução de conflitos que impactam profundamente a comunidade de Paulo Ramos.

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