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Justiça manda Caema demolir ou reformar antiga estação abandonada no bairro da Caema

Justiça manda Caema demolir ou reformar antiga estação abandonada no bairro da Caema

Justiça manda Caema demolir ou reformar antiga estação abandonada no bairro da Caema

A Justiça determinou que a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), adote medidas urgentes para resolver a situação de abandono de uma antiga estação de tratamento localizada no bairro da Caema, ao lado de uma quadra poliesportiva da prefeitura. A decisão foi assinada pela juíza Ana Lucrécia Bezerra Sodré, da 2ª Vara da Fazenda Pública, após ação civil pública movida pelo Ministério Público do Maranhão.

Segundo o processo, o imóvel apresenta avançado estado de deterioração estrutural e sanitária, colocando em risco moradores e pessoas que transitam nas proximidades. O Ministério Público afirma que o prédio abandonado vinha sendo utilizado como abrigo para usuários de drogas, além de acumular lixo, vegetação e servir como ambiente propício para proliferação de animais peçonhentos e vetores de doenças.

Um parecer técnico da Defesa Civil de Imperatriz classificou a situação como de “risco crítico” à integridade física da população. O laudo aponta infiltrações, fissuras, vigas comprometidas, armaduras expostas, pisos danificados, ausência de proteção em áreas elevadas e sinais de abandono completo da estrutura.

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Na decisão, a magistrada destacou que a omissão da empresa compromete a função social da propriedade e gera impactos diretos à segurança pública, ao meio ambiente urbano e à saúde coletiva.

A Justiça determinou que a Caema apresente, em até 60 dias, um plano técnico para recuperação e revitalização do imóvel, caso a obra seja considerada viável. O cronograma deverá ser executado em até 180 dias.

Caso a recuperação seja considerada inviável ou não haja interesse da companhia em reformar o espaço, a empresa deverá realizar a demolição completa do prédio no prazo de até 60 dias. A decisão também obriga a destinação ambientalmente adequada dos resíduos gerados durante os trabalhos.

Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil, limitada inicialmente a 90 dias.

A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (SEPLU) e a Defesa Civil também foram acionadas para fiscalizar o imóvel, promover isolamento da área e adotar medidas preventivas para evitar acidentes.

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