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Kitesurf em São Luís: audiência debate segurança após morte

Kitesurf em São Luís: audiência debate segurança após morte

Kitesurf em São Luís: audiência debate segurança após morte

A Câmara Municipal de São Luís realiza na próxima segunda-feira (14) uma audiência pública para discutir a segurança, a regulamentação e o turismo esportivo do kitesurf na capital maranhense. O encontro acontece após a morte do atleta Alan Wesley Pinto Ribeiro, de 29 anos, que desapareceu no mar durante a prática do esporte em agosto. O evento está marcado para as 14h no Plenário Simão Estácio da Silveira.

A iniciativa é do vereador Cléber Verde Filho (MDB), por meio da Comissão de Educação, Cultura, Desporto e Lazer da Casa. A proposta é reunir representantes de diferentes setores da sociedade para debater medidas relacionadas à prática da modalidade na capital do Maranhão.

Morte de atleta acende alerta sobre segurança

O debate ganhou urgência após a morte de Alan Wesley, que desapareceu no mar enquanto praticava kitesurf na Praia de São Marcos no dia 15 de agosto. As buscas mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros e diversos voluntários da comunidade esportiva. Praticantes de jet ski e amigos do atleta também utilizaram equipamentos próprios para auxiliar nas buscas.

O corpo foi encontrado no dia seguinte na Praia do Bonfim, na região do Itaqui-Bacanga. O caso provocou comoção entre integrantes da comunidade do kitesurf em São Luís e colocou em evidência a discussão sobre as condições de segurança para a prática do esporte na orla da capital.

O acidente levantou questionamentos sobre a necessidade de equipamentos obrigatórios, sinalização adequada nas praias e protocolos de resgate mais ágeis. Atualmente, não há uma regulamentação específica para o kitesurf em São Luís, o que significa que qualquer pessoa pode praticar o esporte sem a necessidade de registro, licença ou uso de equipamentos de segurança padronizados.

Audiência reúne diversos órgãos públicos

Para o debate, foram convidados representantes de várias instituições. Entre elas estão a Secretaria Municipal de Turismo (SETUR), a Secretaria Municipal de Desportos e Lazer (SEMDEL), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM) e a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (SEMURH).

Também foram chamados representantes da Capitania dos Portos do Maranhão, do Corpo de Bombeiros Militar e da Guarda Municipal de São Luís. A participação de tantos órgãos diferentes reflete a complexidade do tema, que envolve segurança aquática, ordenamento urbano das praias, impacto ambiental e potencial turístico.

A expectativa é que a audiência também conte com a presença de representantes dos próprios praticantes da modalidade, que podem trazer sugestões baseadas na experiência diária com o esporte.

Ordenamento das áreas de prática e convivência nas praias

Um dos principais pontos que deverão integrar o debate é a definição e o ordenamento das áreas da orla destinadas à prática do kitesurf. Hoje, não há uma delimitação clara de quais trechos das praias são apropriados para a atividade, o que pode gerar conflitos com banhistas e colocar em risco tanto os praticantes quanto o público em geral.

Em outras capitais do Nordeste, como Fortaleza e Natal, já existem áreas delimitadas para a prática de esportes náuticos. São Luís ainda carece de uma organização semelhante, o que torna a discussão ainda mais necessária. A regulamentação também pode definir regras para dias de vento forte, horários permitidos e distância mínima da orla.

Potencial turístico do kitesurf em São Luís

Além das questões de segurança e ordenamento, a audiência também pretende discutir o fortalecimento do kitesurf como atividade turística em São Luís. A capital maranhense tem ventos favoráveis durante boa parte do ano e belas praias, condições que atraem praticantes de várias partes do Brasil.

O turismo esportivo é um segmento em crescimento no país. O kitesurf pode se tornar mais um atrativo para visitantes, gerando renda para hotéis, pousadas e comércio local nas regiões próximas às praias. No entanto, para que isso aconteça de forma organizada, é necessário estabelecer regras claras de convivência e segurança antes de qualquer incentivo turístico.

A audiência pública da próxima segunda-feira deve servir de ponto de partida para projetos de lei e medidas administrativas que regulamentem a prática na cidade. A expectativa entre os participantes é que, a partir do debate, seja possível equilibrar os interesses dos esportistas, dos banhistas e do turismo, garantindo a proteção de todos.

Com informações do O Informante

O Ludovico

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