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Lanchas da Polícia Militar reforçam combate ao crime

Lanchas da Polícia Militar reforçam combate ao crime

Lanchas da Polícia Militar reforçam combate ao crime

O Governo do Maranhão recebeu nesta terça-feira (13) duas lanchas para reforçar o policiamento aquaviário do estado. As embarcações chegaram por meio de uma parceria com o Governo Federal e vão ampliar a capacidade operacional da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) em rios, áreas costeiras e regiões de difícil acesso.

Segundo o governo estadual, as lanchas da Polícia Militar do Maranhão serão usadas em fiscalização, abordagem e interceptação de embarcações suspeitas. O reforço também amplia o enfrentamento ao tráfico de drogas, ao contrabando, ao crime organizado e aos crimes ambientais.

Duas embarcações, duas missões

A primeira lancha foi projetada para fiscalização fluvial. Ela mede seis metros, tem motor de popa de 200 HP, leva até cinco pessoas e opera por cerca de seis horas sem reabastecer. A estrutura permite navegar em locais de menor profundidade, o que ajuda no patrulhamento preventivo e nas abordagens policiais.

A segunda é maior e mais equipada. Trata-se da Aruanã 38, batizada como Bravo 01, com aproximadamente 11,6 metros de comprimento, casco de alumínio naval reforçado e motorização total de 880 HP.

O modelo leva até 11 policiais por operação. A embarcação ainda conta com GPS, radar, sonar, câmeras de visão noturna e térmica, comunicação por rádio e proteção balística, conforme as especificações técnicas informadas pelo governo.

Embarcações dessa faixa são usadas em missões de maior duração, quando a equipe precisa permanecer na água por horas e cobrir distâncias que a lancha menor não alcança. O casco de alumínio naval reforçado suporta o peso dos equipamentos e permite manobras rápidas em mar aberto.

As duas lanchas ainda passam por ajustes de operação. A definição das bases onde ficarão estacionadas cabe à PMMA e deve considerar a demanda de cada região, as condições de navegação e a distância até os principais pontos de patrulhamento.

Lanchas da Polícia Militar do Maranhão ampliam patrulhamento

O governador Carlos Brandão destacou a parceria com o Governo Federal. Para ele, os equipamentos ampliam as condições de trabalho das forças policiais, sobretudo onde o acesso acontece pelos rios e pelo mar.

“Estamos avançando no fortalecimento da segurança pública em todo o Maranhão, com investimentos que ampliam as condições de trabalho das nossas forças policiais”, afirmou o governador.

A secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, lembrou que o estado tem uma rede extensa de rios e comunidades que exigem atuação adaptada. Segundo ela, o reforço responde a crimes que usam as vias aquaviárias como rota.

O comandante-geral da PMMA, coronel Wallace Amorim, disse que as duas embarcações se complementam. Uma atende o policiamento preventivo, a outra cobre operações que exigem mobilidade, tecnologia e proteção das equipes.

Por que o patrulhamento aquaviário pesa no Maranhão

O Maranhão tem uma malha fluvial extensa e uma faixa costeira longa. Boa parte do transporte de pessoas e mercadorias no interior depende de rios, o que cria rotas difíceis de vigiar por terra e favorece o tráfico, o contrabando e a retirada irregular de recursos naturais.

A baía de São Marcos e o litoral ocidental concentram portos, terminais e travessias. A fiscalização nessas áreas envolve não só crime organizado, mas também crimes ambientais, como pesca irregular e desmatamento em áreas de mangue.

Dos 217 municípios maranhenses, dezenas dependem de rios como única via de acesso em parte do ano. Nesses trechos, o policiamento aquaviário deixa de ser reforço e passa a ser a principal forma de presença do Estado.

Em cidades cortadas por rios, a presença policial em terra depende de balsas e estradas vicinais. Uma embarcação rápida reduz o tempo de resposta e permite acompanhar suspeitos que tentam fugir pela água.

O tema da segurança pública já movimentou o noticiário do estado nesta semana. O governo negou que haja desmonte da frota policial e afirmou que mantém viaturas próprias e alugadas, como mostrou esta reportagem do O Ludovico.

O que muda na prática

Na rotina das operações, as lanchas aumentam o tempo de permanência das equipes em áreas distantes das sedes. O radar e o sonar ajudam a localizar embarcações em locais abertos e em horários de pouca visibilidade.

As câmeras térmicas e de visão noturna permitem acompanhar alvos à noite, quando boa parte dos ilícitos nas vias aquaviárias acontece. A proteção balística reduz o risco em abordagens a embarcações maiores.

O efeito real sobre os índices de criminalidade, no entanto, depende de fatores que vão além da compra. Manutenção, combustível e equipes treinadas costumam pesar mais na operação do que o valor do equipamento.

O que esperar daqui para frente

O governo não informou quantas embarcações ainda devem ser incorporadas nem o cronograma de novas entregas. A expectativa é que as duas lanchas entrem em operação nas próximas semanas, com emprego definido pela PMMA conforme a demanda de cada região.

A leitura política do anúncio também pesa. A segurança pública é uma das áreas mais sensíveis da gestão estadual e deve voltar ao centro do debate em 2027, quando começa a nova legislatura.

Com informações de O Imparcial. Foto: Divulgação / Governo do Maranhão.

O Ludovico

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