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Master escreveu emenda de Ciro Nogueira para beneficiar bancos, diz PF

Master escreveu emenda de Ciro Nogueira para beneficiar bancos, diz PF

Master escreveu emenda de Ciro Nogueira para beneficiar bancos, diz PF

Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira. Foto: Reprodução

A Polícia Federal descobriu que uma emenda apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão foi redigida pela assessoria do Banco Master, segundo coluna de Natália Portinari no UOL. A informação aparece na investigação da Operação Compliance Zero, que teve medidas autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, o texto foi produzido por André Kruschewsky, ligado ao banco, e enviado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Depois, foi impresso e entregue em envelope direcionado a Ciro na residência do parlamentar. A investigação aponta que o conteúdo foi reproduzido integralmente na emenda apresentada no Senado em agosto de 2024.

Após a apresentação da proposta, Vorcaro comemorou a medida em mensagens privadas. “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro!”, escreveu o banqueiro. Em outro trecho citado pela PF, ele afirmou que o texto “saiu exatamente como mandei”.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Valor Econômico

A representação também aponta outros episódios envolvendo projetos de interesse do Banco Master. Segundo a investigação, minutas de propostas relacionadas à transição energética e comércio de emissões de gases teriam circulado pela residência de Ciro Nogueira antes de serem encaminhadas ao Congresso.

A PF atribui ao senador o recebimento de vantagens indevidas em troca da atuação parlamentar. Entre os pontos citados estão participação societária adquirida com valor abaixo do mercado, pagamentos mensais que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além do uso de imóvel, viagens internacionais e despesas custeadas por pessoas ligadas ao banco.

Em uma das mensagens reproduzidas na investigação, um intermediário pergunta se deveriam continuar pagando contas de restaurantes “do Ciro/Flávia”, e Vorcaro responde: “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”. A PF e o Ministério Público Federal (MPF) classificam o senador como “principal beneficiário” das condutas investigadas.

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