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Mulher que enviou Ovo de Páscoa envenenado para família do ex-namorado é condenada a mais de sessenta anos de prisão

Mulher que enviou Ovo de Páscoa envenenado para família do ex-namorado é condenada a mais de sessenta anos de prisão

Mulher que enviou Ovo de Páscoa envenenado para família do ex-namorado é condenada a mais de sessenta anos de prisão

Ré terá de pagar quatrocentos salários mínimos à vitima 

Em sessão do Tribunal do Júri de Imperatriz, realizada nesta segunda-feira (22), a ré Jordélia Pereira Barbosa foi condenada a 66 anos, oito meses e sete dias de reclusão, em regime inicial fechado. Ela enviou um ovo de chocolate envenenado, no feriado de Páscoa de 2025, a uma família, composta por uma mãe e dois filhos.

As crianças Luiz Fernando, de sete anos, e Evillyn, de treze anos, morreram devido ao envenenamento. A mãe, Mirian Lira, também consumiu o chocolate, mas conseguiu sobreviver após atendimento médico.

A sentença foi proferida pelo juiz Fábio da Costa Vilar.

Os promotores de justiça Tiago Quintanilha Nogueira e Gabrielle Gadelha, da 8ª Promotoria de Justiça Especializada de Imperatriz pediram a condenação integral da acusada por duplo homicídio consumado e um homicídio tentado, todos qualificados.

A pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), a Justiça determinou o cumprimento imediato da pena, sem direito de recorrer em liberdade. A ré também foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais no valor de quatrocentos salários mínimos em favor da mãe das vítimas.

Crime – Em 05 de abril do ano passado, Jordélia Barbosa enviou à casa de Mirian um ovo de chocolate de uma marca de luxo, injetado com doses de um veneno conhecido como “chumbinho”.

O presente, entregue por um mototaxista e acompanhado de um bilhete, foi consumido pelas duas crianças.

Julgamento – Durante a sessão, a defesa da ré alegou que ela não tinha intenção de matar as crianças e o ato foi um “acidente”.

Entretanto, de acordo com os jurados, o consumo do doce pelas crianças era previsível, o que configurou a admissão da ré pelo risco e também a indiferença pela vida humana (dolo eventual). O MPMA destacou a frieza da ré ao saber que as crianças haviam morrido.

 O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese ministerial e reconheceu o dolo direto contra Mirian (alvo principal) e o dolo eventual contra Luiz Fernando e Evillyn.

Jordélia agiu movida por ciúmes e sentimento de vingança, pois era ex-namorada do então companheiro de Mírian. Ela usou identidades falsas, disfarces e monitorou a rotina da família antes do crime

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