O medo vem do Egito para as telas – Meio
Título: O terror chega às telas vindos do Egito
Natalie Grace, com uma maquiagem pesada, interpreta a jovem resgatada de um sarcófago em “A Maldição da Múmia”. Foto: Divulgação
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Deixe de lado o clássico de 1932 com Boris Karloff, a divertida aventura de 1999 com Brendan Fraser e Rachel Weiss e (ainda bem) o fracasso estrelado por Tom Cruise em 2017. “A Maldição da Múmia”, escrito e dirigido por Lee Cronin, mergulha no terror absoluto ao narrar as múltiplas tragédias enfrentadas por uma família de jornalistas. Durante uma viagem ao Egito, a pequena Katie desaparece misteriosamente, sendo encontrada oito anos depois, “mumificada” dentro de um sarcófago. Agora adolescente, com o corpo gravemente debilitado, ela é levada pelos pais para os Estados Unidos, sem saberem que algo extremamente maligno a acompanha.
Angelina Jolie estrela “Vidas Entrelaçadas”, dirigido pela escritora e diretora francesa Alice Winocour, interpretando uma personagem que dialoga em vários níveis com sua vida real. Jolie, cada vez mais ativa por trás das câmeras, vive Maxine Walker, uma cineasta americana contratada para filmar a Semana de Moda de Paris. Logo no início das filmagens, ela é diagnosticada com câncer de mama — a atriz passou por cirurgias para remoção dos seios e ovários entre 2013 e 2015, após descobrir um alto risco de desenvolver tumores malignos nesses órgãos. Conciliar o trabalho com o tratamento a aproxima de uma modelo sul-sudanesa e uma maquiadora francesa, ambas enfrentando dramas pessoais de naturezas distintas.
Ainda na França, “Caso 137”, dirigido por Dominik Moll, aborda a dificuldade em punir a violência policial. Léa Ducker interpreta uma detetive da corregedoria da polícia francesa encarregada de investigar denúncias de abusos cometidos por colegas durante a repressão a um protesto. As evidências da brutalidade são contundentes, mas ela enfrenta o medo das testemunhas, a pressão corporativista e a complacência da sociedade com a conduta dos agentes.
Uma policial, vivida por Giovanna Antonelli, é a protagonista de “Rio de Sangue”, dirigido por Gustavo Bonafé. Patrícia Trindade, interpretada por Giovanna, é afastada da polícia após uma operação mal sucedida e se torna alvo de traficantes. Aconselhada por um colega, ela se refugia na Amazônia, onde sua filha médica Luiza (Alice Wegmann) trabalha em uma ONG. O que era para ser um reencontro se transforma em pesadelo quando os criminosos localizam e sequestram Luiza.
Outro caso policial é abordado em “O Estrangeiro”, dirigido por François Ozon, baseado no romance de Albert Camus que narra a história de Meursault, um jovem francês na Argélia dos anos 1930. Completamente apático diante da vida, ele se vê envolvido em um assassinato. No julgamento, sua postura indiferente em relação a tudo ao seu redor é tão analisada quanto o crime em si.
Mudando de um extremo ao outro, temos uma dupla de filmes com temática religiosa. Baseado no livro de Zibia Gasparetto, que psicografou “Lucius”, “O Advogado de Deus”, dirigido por Wagner de Assis, tem Nicolas Prattes no papel de Daniel, um advogado recém-formado e idealista que se recusa a seguir os passos corruptos de seu pai, um político influente. Um de seus primeiros casos envolve eventos de vidas passadas e uma busca por justiça que transcende o plano material.
O documentário “A Voz de Deus”, dirigido por Miguel Antunes Ramos, acompanha dois pastores mirins que se tornaram fenômenos neopentecostais. Um deles é Daniel Pentecoste, que aos 10 anos inflamava multidões e, aos 17, tenta manter vestígios de sua antiga fama. Seu pai, patrocinador de sua carreira como pastor mirim, ainda brinca dizendo que “Jesus voltará” antes que o filho recupere seu sucesso. O outro é João Vitor Ota, de 12 anos, atualmente o pregador infantil mais famoso do país.
Confira a programação completa nos cinemas de sua cidade. (AdoroCinema)
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