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Petrobras fecha acordo de longo prazo com PetroReconcavo, Brava e Origem para acesso à UPGN na Bahia

Petrobras fecha acordo de longo prazo com PetroReconcavo, Brava e Origem para acesso à UPGN na Bahia

Petrobras fecha acordo de longo prazo com PetroReconcavo, Brava e Origem para acesso à UPGN na Bahia

A Petrobras divulgou hoje (19/8) a assinatura de um novo contrato de longo prazo com a PetroReconcavo, Brava Energia e Origem Energia para o acesso ao processamento na Unidade de Tratamento de Gás Natural de Catu, localizada em Pojuca (BA).

Segundo a Petrobras, os ajustes contratuais estendem o período de garantia da capacidade de processamento a partir de 2028, visando proporcionar maior previsibilidade aos envolvidos; e atualizam as condições comerciais e operacionais dos contratos, com ênfase na redução de despesas e na otimização da infraestrutura de gás natural da região.

A UTG Catu desempenha um papel fundamental no transporte e tratamento do gás produzido nos campos terrestres da Bahia.

Os ajustes têm efeitos imediatos.

A revisão dos termos de acesso ocorre em meio ao progresso da agenda regulatória da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em relação ao compartilhamento das infraestruturas essenciais de gás.

Em julho, a agência abriu uma consulta pública sobre a proposta de resolução para regulamentar o acesso aos gasodutos de escoamento e às unidades de processamento (UPGNs). Confira os principais pontos da proposta da ANP.

O debate tem gerado preocupações entre os produtores, representados pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), que enxergam uma maior intervenção nas negociações privadas.

PetroReconcavo suspende projeto de nova UPGN

A PetroReconcavo comunicou hoje ao mercado que, devido ao novo acordo com a Petrobras, adiou a decisão final de investimento na construção da UPGN de Miranga.

A unidade, orçada em US$ 60 milhões, também seria instalada em Pojuca (BA), com capacidade para processar 950 mil m³/dia e possibilidade de expansão para até 1,5 milhão de m³/dia.

O projeto foi planejado para processar o gás de todos os ativos operados pela PetroReconcavo na Bahia que não estão conectados atualmente à UTG São Roque – o primeiro investimento da empresa em infraestrutura própria de processamento.

A PetroReconcavo esclareceu que os investimentos já realizados em estudos, aquisição de terreno, projeto básico e licenciamento ambiental serão mantidos, e que o projeto continua sendo considerado uma opção estratégica no portfólio, pronto para ser retomado se novos projetos da PetroReconcavo ou demandas de outros produtores independentes exigirem capacidade superior à disponível nas unidades de tratamento de gás natural da Bahia.

Segundo a empresa petrolífera, o acordo com a Petrobras garante capacidade contratada entre 2028 e 2037, representando um avanço significativo para a estratégia de monetização do gás da empresa ao longo da próxima década.

A PetroReconcavo também informou que a celebração do 5º aditivo ao contrato de acesso à UTG Catu definiu novas condições para o acesso – incluindo a atualização das condições comerciais e operacionais; novos termos de compra e venda de molécula para uso como gás combustível; adesão às novas Normas Gerais de Acesso à UTG Catu; e adesão ao acordo entre usuários do pool para a atividade de processamento.

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