Roberto Rocha prevê Fufuca quase sozinho no Senado
O ex-senador Roberto Rocha avaliou que o Maranhão perdeu peso no Senado Federal. Em publicação nas redes sociais, ele lamentou as derrotas de Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT) nas urnas. Para ele, o senador eleito André Fufuca (PP) vai carregar o estado quase sozinho a partir de 2027.
Roberto Rocha lembrou que a bancada maranhense já havia encolhido. Em 2024, Flávio Dino deixou o Senado para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Com isso, a vaga passou para Ana Paula Lobato (PSB).
“Nada é tão ruim que não possa piorar”, escreveu o ex-senador. Ele também previu uma “responsabilidade triplicada” para Fufuca. O comentário foi publicado nesta semana e repercutiu entre aliados do governo do estado.
Bancada perde experiência e articulação
Na avaliação de Roberto Rocha, Weverton e Eliziane tinham serviços prestados ao Maranhão. Ele citou a atuação dos dois em favor do estado, mesmo com divergências políticas. Segundo o ex-senador, essa experiência fará falta na próxima legislatura.
O ex-senador criticou ainda a composição da futura bancada. Ele citou Lahesio Bonfim (Novo), eleito ao lado de Fufuca. Os dois são adversários desde que Lahesio desistiu de disputar o governo e apoiou Eduardo Braide (PSD). O gesto tirou de Roberto Rocha a chance de concorrer ao Senado pelo Novo.
Com a saída de Dino, o Maranhão passou a contar com apenas dois senadores. Agora, os dois nomes que Roberto Rocha considerava atuantes também deixam a Casa. O ex-senador enxerga a mudança como um recuo na representação do estado em Brasília.
O que esperar da nova bancada
André Fufuca foi eleito com uma votação expressiva e chega ao Senado com experiência no Executivo. Ele ocupou o Ministério do Esporte no governo Lula. Já Lahesio Bonfim, ex-prefeito, faz sua estreia no Senado pelo Novo.
A eleição de Lahesio chegou a ser questionada na Justiça. O STF preservou a elegibilidade do suplente da chapa, e o resultado foi mantido. Fufuca também já teve destaque na política maranhense, como mostrou o O Ludovico.
Para o ex-senador, o cenário exige atenção dos municípios maranhenses. Segundo ele, a perda de uma bancada experiente cobra uma resposta rápida das lideranças locais.
Como fica a representação do Maranhão
Cada estado elege três senadores, com mandato de oito anos. Em 2026, o Maranhão renovou duas dessas cadeiras, justamente as que estavam com Weverton Rocha e Eliziane Gama. A terceira segue com Ana Paula Lobato, que assumiu após a saída de Flávio Dino para o STF.
André Fufuca e Lahesio Bonfim assumem em 2027 e ficam até 2035. Com isso, a bancada maranhense terá dois estreantes no Senado e apenas um nome em fim de mandato. Para Roberto Rocha, a mistura reduz o peso do estado nas grandes votações.
Com informações de Marrapá
O Ludovico



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