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Rússia e China reiteram apoio a Cuba e exigem que EUA abandonem política de opressão

Rússia e China reiteram apoio a Cuba e exigem que EUA abandonem política de opressão

Rússia e China reiteram apoio a Cuba e exigem que EUA abandonem política de opressão

Os governos da Rússia e da China afirmaram que vão continuar apoiando Cuba, nação que enfrenta uma crise humanitária e energética devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos. A declaração foi feita em Pequim, capital chinesa, durante a visita do ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, que se reuniu com seu homólogo chinês, Wang Yi, para discutir questões da agenda internacional.

Lavrov também instou os Estados Unidos a abandonarem sua política opressiva contra nações soberanas, destacando que foi Washington, e não Havana, que rejeitou diálogos ao longo dos anos com o intuito de isolar Cuba. O ministro mencionou ainda que Moscou enviou o primeiro navio com 100 mil toneladas de petróleo para a ilha caribenha e se comprometeu a continuar fornecendo assistência.

Em relação à situação global, o chanceler russo mencionou as “severas provações” atuais, abordando questões no Oriente Médio, eventos na América Latina, incluindo na Venezuela, e a crise na Ucrânia.

De acordo com a agência Xinhua, China e Rússia reiteraram a necessidade de trabalhar juntas para fortalecer a autoridade das Nações Unidas e promover o multilateralismo em assuntos internacionais.

“É crucial fortalecer a cooperação multilateral, apoiar e promover o multilateralismo, trabalhar em conjunto para restaurar a autoridade e a eficácia das Nações Unidas, e coordenar de perto nos contextos da Organização de Cooperação de Xangai e dos Brics para avançar o desenvolvimento da ordem internacional de forma mais justa e equitativa”, mencionou a agência de notícias.

Segundo a agência russa Tass, Xi Jinping enfatizou que ambos os países devem manter uma determinação estratégica e apoio mútuo, cumprindo suas responsabilidades individuais. “É essencial aproveitar plenamente as vantagens da proximidade e complementaridade, intensificar a cooperação abrangente e promover o desenvolvimento sustentável”, afirmou o presidente, citado pelo veículo. “Diante de mudanças sem precedentes em um século, China e Rússia devem, por meio de uma coordenação estratégica ainda mais estreita e robusta, proteger firmemente os interesses legítimos de ambos os países e defender a unidade das nações do Sul Global”, acrescentou o mandatário.

(*) Com TASS e Telesur

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