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Suspeito de feminicídio em Timon é levado à delegacia, mas Justiça nega prisão e polícia teme fuga

Suspeito de feminicídio em Timon é levado à delegacia, mas Justiça nega prisão e polícia teme fuga

Suspeito de feminicídio em Timon é levado à delegacia, mas Justiça nega prisão e polícia teme fuga

O caso que chocou Timon ganhou um novo capítulo na última sexta-feira (12). José Miguel de Sousa Santos, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do assassinato de Francisca da Silva Souza, de 43 anos, foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, mas teve o pedido de prisão temporária negado pela Justiça.

A vítima estava desaparecida desde o último domingo e foi encontrada morta na última quarta-feira (10). De acordo com as investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os indícios reunidos até o momento apontam para o ex-companheiro da vítima, que não aceitava o fim do relacionamento.

A delegada Nayana Muller revelou que havia um histórico de violência doméstica entre o casal e que familiares e testemunhas relataram comportamentos obsessivos do suspeito após a separação, ocorrida há cerca de duas semanas.

Segundo a polícia, Francisca era uma pessoa bastante querida na comunidade e não possuía conflitos conhecidos com outras pessoas. Os investigadores sustentam que os problemas da vítima estavam concentrados na relação conturbada com o ex-companheiro.

Testemunhas também relataram que os dois teriam discutido em um bar da cidade no dia do desaparecimento da vítima. Além disso, familiares afirmam que José Miguel costumava rondar a residência de Francisca e insistia em uma reaproximação.

Durante os trabalhos periciais, foram recolhidos objetos próximos ao local onde o corpo foi encontrado, entre eles uma camisa verde e uma garrafa plástica. Conforme a investigação, familiares reconheceram os itens como pertencentes ao suspeito.

Diante dos elementos já levantados, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária de José Miguel para aprofundar as investigações e garantir a coleta de novas provas. No entanto, o pedido foi rejeitado pela Justiça.

A decisão causou preocupação entre os investigadores. Segundo a delegada Nayana Muller, existe risco de fuga, já que o suspeito não possui residência fixa e estaria vivendo como andarilho desde o fim do relacionamento.

Mesmo sem a prisão autorizada, o DHPP de Timon continua trabalhando para reunir novas provas e esclarecer completamente as circunstâncias do crime que abalou familiares, amigos e toda a população timonense.

O caso segue sob investigação.

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