×

Uema alerta para calor intenso e chuvas irregulares no MA

Uema alerta para calor intenso e chuvas irregulares no MA

Uema alerta para calor intenso e chuvas irregulares no MA

A Universidade Estadual do Maranhão divulgou um boletim que aponta calor intenso e distribuição irregular das chuvas no estado, com atenção especial para o sul do Maranhão. O levantamento foi apresentado nesta terça-feira (13) pelo Núcleo Geoambiental e pelo Laboratório de Meteorologia da universidade.

O documento reforça um cenário que já vinha sendo observado nos últimos meses. As temperaturas seguem acima do comum e o volume de chuva se concentra em poucas áreas, enquanto outras enfrentam longos períodos secos.

O que o boletim da Uema aponta

Segundo os pesquisadores, o fenômeno El Niño continua se intensificando no Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento mexe com a circulação atmosférica e altera o regime de chuvas em diferentes regiões do país.

O boletim de setembro identificou anomalias de temperatura da superfície do mar superiores a 2,5 graus Celsius em áreas monitoradas. Esse número ajuda a explicar o comportamento irregular das chuvas no Maranhão.

Vale lembrar que o estado já vinha em alerta. No início de outubro, um aviso do Inmet apontou baixa umidade em 87 cidades maranhenses, sinal de que o tempo seco se espalhou pelo interior.

El Niño e o oceano mais quente

O El Niño é um fenômeno climático que altera a temperatura das águas do Pacífico. Quando o oceano esquenta além do normal, o efeito chega longe e muda padrões de vento e chuva em várias partes do mundo.

No Maranhão, essa mudança aparece de forma desigual. Algumas regiões recebem chuva em excesso e de uma só vez. Outras passam dias seguidos sob sol forte e tempo seco.

Os pesquisadores da Uema monitoram as águas do Pacífico e traduzem esses dados em tendências para o estado. O trabalho ajuda gestores e produtores a se preparar com antecedência.

Impactos na agricultura e nos recursos hídricos

O cenário exige atenção especial para os impactos sobre a agricultura, os recursos hídricos e as áreas mais vulneráveis à estiagem. Lavouras de subsistência e pequenos produtores costumam sentir primeiro o efeito da falta de chuva.

No sul do estado, onde a produção de grãos tem peso na economia, o calendário do plantio depende diretamente da regularidade das chuvas. Um atraso pode comprometer toda a safra.

A irregularidade também preocupa quem depende de açudes e rios para abastecimento. Quando a chuva se concentra em poucos dias, a água escorre rápido e não recarrega o solo nem os reservatórios como deveria.

O que esperar daqui para frente

Os pesquisadores fazem uma ressalva importante. O boletim apresenta tendências climáticas e não significa que todos os municípios enfrentarão exatamente as mesmas condições. O comportamento varia conforme a região e o período.

A recomendação é acompanhar os avisos dos órgãos de meteorologia e planejar as atividades que dependem do clima. Para o setor produtivo, o monitoramento constante ajuda a reduzir perdas.

Para a população, os cuidados seguem os mesmos de sempre. Beber água ao longo do dia, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e redobrar a atenção com crianças e idosos fazem diferença nos dias de calor intenso.

Com informações do Blog Segunda Opinião.

O Ludovico

Publicar comentário