Vereadores de São Luís fracassam e só três se elegem
Seis vereadores de São Luís apostaram em voos mais altos na eleição de 2026 e voltaram ao chão. Todos fracassaram nas urnas, e apenas três parlamentares da capital conseguiram avançar na política maranhense. O levantamento é do portal Atual7, feito com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O estudo considerou apenas os vereadores titulares em exercício de mandato. A regra importa porque somente a saída de um titular abre vaga na Câmara Municipal de São Luís (CMSL), a ser ocupada pela suplência. A Casa reúne 31 parlamentares.

Foto: Reprodução / Atual7
Vereadores de São Luís derrotados nas urnas
Cinco dos seis vereadores que perderam a disputa tentaram vaga na Câmara dos Deputados. Flávia Berthier (PL) somou 33.433 votos. Dr. Joel (PSD) recebeu 26.330. Andrey Monteiro (PP) alcançou 14.775. Raimundo Penha (PDT) ficou com 11.731. Marcelo Poeta (PSB) teve 7.317.
No sexto caso, a disputa foi por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Maranhão. A candidata ficou pelo caminho e fechou a eleição fora da Alema.
Berthier, Andrey e Penha terminaram como suplentes de deputado federal. A candidata derrotada na disputa estadual ficou como suplente de deputada estadual. Já Dr. Joel e Poeta não alcançaram nem a suplência, porque seus partidos não conquistaram vaga na Câmara dos Deputados.
Quatro dos derrotados concentraram a maior parte da votação na capital. Poeta teve 83,7% dos votos em São Luís. Penha somou 81,5%. Andrey chegou a 60,9%. Berthier ficou com 59,7%. Dr. Joel e a candidata estadual foram mais votados no interior, onde receberam 66,3% e 53,9% dos votos.
Quem se elegeu e abre vaga na Câmara
Três vereadores de São Luís conseguiram subir de degrau. Aldir Júnior (PL), sobrinho do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), foi o único vereador da capital eleito deputado federal. Ele obteve 141.764 votos, o quinto mais votado entre os 18 eleitos da bancada maranhense.
Para a Assembleia Legislativa, Douglas Pinto (PSD) somou 82.338 votos. André Campos garantiu mandato estadual e completa a lista dos três eleitos.
Dos três, dois tiveram a maior parte da votação fora da capital. Aldir recebeu 125.756 votos no interior, o equivalente a 88,7% do total. Campos somou 30.061 votos no interior, ou 65,7%. Douglas fez o caminho inverso e conquistou 77,7% dos votos em São Luís, onde registrou 64.009.
Suplentes assumem e ficam até 2028
A partir da posse nos novos cargos, os três não podem acumular o mandato de vereador. A convocação dos substitutos na CMSL segue a ordem de suplência da eleição municipal de 2024. A vaga pertence ao partido pelo qual o titular foi eleito naquele ano, e não à legenda atual.
Na cadeira de Aldir deve assumir Matheus do Beiju (PL), que teve 4.717 votos em 2024 e já exerceu o mandato entre junho e setembro deste ano, durante licença do titular. Douglas deve ser substituído por Severino Sales (PSD), primeiro suplente do partido, com 4.911 votos.
A vaga de André Campos, eleito vereador pelo PP em 2024 e hoje filiado ao Republicanos, deve ficar com Anderson Borges (PP). Borges recebeu 3.751 votos naquela eleição e substituiu o ex-correligionário entre dezembro de 2025 e abril de 2026. Os três suplentes exercerão o mandato até o fim da legislatura atual, em dezembro de 2028.
O que esperar daqui para frente
A dança das cadeiras muda o equilíbrio de forças na Câmara de São Luís. Quem perdeu a eleição para deputado segue no Legislativo municipal, mas com menos espaço para projetos próprios. Quem subiu deixa a Casa e abre portas para suplentes que já conhecem os corredores do poder.
O cenário também reforça o peso da capital na definição das bancadas estadual e federal. Ainda assim, os números mostram que o interior tem voto decisivo para quem projeta carreira fora de São Luís. O resultado das urnas no Maranhão só se confirma com a posse, marcada para fevereiro de 2027.
Com informações do Atual7, a partir da base de dados do TSE.
O Ludovico



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