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Quarto dia de guerra tem ataque contra embaixada dos EUA e bombardeios no Líbano e no Irã – CartaCapital

Quarto dia de guerra tem ataque contra embaixada dos EUA e bombardeios no Líbano e no Irã – CartaCapital

Quarto dia de guerra tem ataque contra embaixada dos EUA e bombardeios no Líbano e no Irã – CartaCapital

Título: Quarto dia de conflito com ataque à embaixada dos EUA e bombardeios no Líbano e Irã – CartaCapital

A situação no Oriente Médio continua tensa devido aos ataques realizados por Israel e Estados Unidos contra o Irã, com um ataque de drones à embaixada americana na Arábia Saudita e intensos bombardeios israelenses em Teerã e no Líbano.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a guerra contra o Irã pode se estender por semanas, à medida que o conflito, agora em seu quarto dia, se intensifica em diversas frentes.

Além disso, a guerra afeta o fornecimento global de petróleo e causa quedas significativas nas Bolsas de valores internacionais.

Em relação aos ataques, a Arábia Saudita anunciou ter interceptado oito drones próximos a Riade e Al Kharj, após ter sido alvo de mísseis iranianos no início do conflito. Dois drones atingiram a embaixada americana em Riade, resultando em um incêndio limitado e danos materiais leves, de acordo com o Ministério da Defesa saudita. A embaixada orientou os cidadãos a permanecerem em segurança.

Questionado sobre a resposta dos EUA ao ataque, Trump afirmou: “Vocês descobrirão em breve”. A embaixada dos EUA no Kuwait também fechou indefinidamente devido às tensões regionais.

Desde sábado, o Irã tem realizado uma contraofensiva direcionada às bases militares americanas na região do Oriente Médio e ao território de Israel.

Israel alertou que o conflito pode se prolongar por “vários dias”, enquanto Trump mencionou a possibilidade de “quatro a cinco semanas” de guerra, destacando a disposição dos EUA em ir além, se necessário. Ele também mencionou a possibilidade de enviar tropas à região, caso julgue necessário, destacando que seis militares americanos já perderam suas vidas desde o início do conflito.

Ataques no Líbano

Em resposta a um ataque realizado na segunda-feira pelo grupo pró-iraniano Hezbollah, Israel ampliou suas operações para o Líbano. O Exército israelense anunciou ataques simultâneos em Teerã e Beirute contra alvos militares iranianos e do Hezbollah, gerando imagens de fumaça sobre a capital libanesa, conforme registrado pela AFPTV.

O canal de televisão Al Manar, vinculado ao Hezbollah, relatou que suas instalações nos subúrbios do sul de Beirute foram alvo de bombardeios durante a noite. Paralelamente aos bombardeios, o Exército israelense posicionou soldados em diversos pontos do sul do Líbano, com o objetivo de assegurar a segurança da população.

No Irã, as forças israelenses anunciaram ter atacado e neutralizado a sede da rádio e televisão pública (IRIB), embora a emissora tenha afirmado que suas transmissões continuam. Explosões intensas foram ouvidas em diferentes partes de Teerã, conforme relatado por jornalistas da AFP.

Posicionamento de Netanyahu

Em entrevista à emissora Fox News, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defendeu a operação militar, alegando ser essencial atacar o programa nuclear iraniano antes que se torne “imune”. Segundo ele, após os ataques de junho de 2025, o Irã iniciou a construção de novas instalações subterrâneas, tornando seus programas de mísseis balísticos e armas nucleares resistentes em questão de meses. Netanyahu ressaltou a importância de agir preventivamente para evitar ameaças futuras, destacando a possibilidade de chantagem por parte do Irã em relação aos EUA.

Enquanto isso, o Irã continua lançando mísseis e drones contra Israel, levando o país a prorrogar o fechamento de escolas, escritórios e a proibição de aglomerações até sábado. Várias explosões foram ouvidas em Jerusalém.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou um “ataque em larga escala” contra uma base aérea americana no Bahrein nesta terça-feira. Embora não tenha apresentado provas, o exército iraniano afirmou que 20 drones e três mísseis atingiram e destruíram o principal centro de comando da base.

Os EUA, por sua vez, informaram sobre a destruição de instalações de comando e controle da Guarda Revolucionária, bem como capacidades de defesa aérea iraniana, plataformas de lançamento de mísseis e drones, além de diversas bases militares.

O Departamento de Estado americano ordenou a saída de funcionários “não essenciais” do Bahrein, Jordânia e Iraque.

Impacto nos mercados

A escalada do conflito em múltiplas frentes gerou preocupação nos mercados financeiros, com aumento significativo nos preços do petróleo e valorização do dólar. A Bolsa de Tóquio registrou uma queda de 3%, enquanto a de Seul despencou 7,24% nesta terça-feira.

A Guarda Revolucionária reivindicou na segunda-feira o ataque a um petroleiro associado aos EUA no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás. Um general iraniano ameaçou incendiar qualquer navio que tente atravessar a região. A China, grande importadora de petróleo iraniano, pediu a todas as partes envolvidas no conflito no Oriente Médio para garantirem a segurança no Estreito de Ormuz.

“As tarifas de transporte marítimo para os grandes navios quase dobraram da noite para o dia”, relatou Chris Weston, da corretora Pepperstone.

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