ISA Energia inaugura a maior linha de transmissão subterrânea do Brasil
A empresa ISA Energia Brasil inaugurou, no dia 26 de março, o projeto Riacho Grande, que conta com a maior linha de transmissão subterrânea do Brasil, totalizando 44,6 km.
Esta iniciativa conecta a cidade de São Paulo à região do ABC Paulista e recebeu um investimento de R$ 1,1 bilhão. Segundo a empresa, o projeto visa aprimorar a confiabilidade e a segurança no abastecimento de energia para mais de 2 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo.
Com essa conexão, a energia produzida pela Usina de Itaipu passa a atender a região do ABC e o centro de São Paulo.
O projeto também inclui 9 km de linhas de transmissão aéreas, além de uma nova subestação com 11,8 mil m² de área construída e capacidade instalada de 800 MVA.
De acordo com a ISA, os cabos subterrâneos contam com tecnologia de monitoramento em tempo real, capaz de identificar variações operacionais, aumentando a eficiência da manutenção e fortalecendo a resiliência da rede, o que facilita a manutenção preventiva.
“Hoje celebramos a conclusão de um projeto que representa um novo nível de confiabilidade e segurança para o sistema elétrico da Região Metropolitana de São Paulo”, comentou o diretor-presidente da ISA, Rui Chammas.
O enterramento dos cabos do sistema elétrico é uma das soluções para reduzir a vulnerabilidade em situações de eventos climáticos extremos, apesar do alto custo comparado às linhas de transmissão convencionais.
Nos últimos anos, a Região Metropolitana de São Paulo enfrentou uma série de apagões devido a tempestades, algumas interrupções de energia levaram dias para serem restabelecidas pela Enel SP.
“Do ponto de vista do Operador Nacional do Sistema (ONS), este projeto representa um reforço extremamente relevante”, afirmou o diretor-geral do ONS, Márcio Rea.
Rea destacou que o projeto aumenta a robustez, confiabilidade e flexibilidade operacional do Sistema Interligado Nacional (SIN) em uma região com alta densidade de carga, crescimento industrial constante e complexidade urbana significativa.
“Esta infraestrutura contribui diretamente para a redução de riscos operacionais, amplia a capacidade de atendimento à demanda em expansão e fortalece a resiliência do sistema diante de eventos climáticos extremos”, observou.


