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Juros futuros têm altas leves após IBC-Br acima do esperado

Juros futuros têm altas leves após IBC-Br acima do esperado

Juros futuros têm altas leves após IBC-Br acima do esperado

Os rendimentos dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) apresentam pequenas elevações nesta quinta-feira (16) em comparação com os ajustes do dia anterior, após os dados do Banco Central indicarem que a atividade econômica no Brasil cresceu acima do esperado em fevereiro.

No cenário internacional, diante das expectativas de um acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra, os rendimentos dos Treasuries permanecem estáveis.

Às 10h22, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,37%, com aumento de 3 pontos-base em relação ao ajuste de 13,343% do dia anterior. Já na parte mais longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,52%, registrando um acréscimo de 3 pontos-base em relação a 13,493%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – permanecia estável em 4,278%.

O Banco Central divulgou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal, superando a expectativa dos economistas consultados pela Reuters, que previam um aumento de 0,47%. Em relação a fevereiro de 2024, o IBC-Br teve uma queda de 0,3% na série sem ajuste, enquanto nos últimos 12 meses até fevereiro houve um aumento de 1,9% na atividade econômica.

Em decorrência do crescimento acima do esperado em fevereiro em relação a janeiro, as taxas dos DIs mantêm pequenas elevações, especialmente nos contratos a partir de janeiro de 2028.

Na prática, uma atividade econômica mais aquecida do que o esperado indica um espaço reduzido para cortes na Selic, que atualmente está em 14,75% ao ano. Nos últimos dias, tem se consolidado no mercado brasileiro a expectativa de que o Banco Central manterá a redução da Selic no final deste mês, após ter diminuído 0,25 ponto percentual em março.

Na última terça-feira – dado consolidado mais recente – as opções de Copom negociadas na B3 indicavam 74,50% de probabilidade de redução de 25 pontos-base na Selic no final deste mês, em comparação com 17% de chance de redução de 50 pontos-base. Em 6 de abril, um dia antes do cessar-fogo entre EUA e Irã, as porcentagens eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

A expectativa de um acordo definitivo entre os dois países para encerrar a guerra continua influenciando os mercados nesta quinta-feira.

Um importante mediador paquistanês teria progredido em “questões delicadas”, conforme uma fonte ouvida pela Reuters, embora o destino do programa nuclear do Irã ainda não tenha sido definido. Outra fonte afirmou que o Irã poderia permitir que navios navegassem livremente pelo lado de Omã do Estreito de Ormuz, sem risco de ataques, desde que um acordo evite um novo conflito.

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