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Décio Oddone critica imposto de exportação sobre o petróleo: ‘Brasil não é a última bolacha do pacote’

Décio Oddone critica imposto de exportação sobre o petróleo: ‘Brasil não é a última bolacha do pacote’

Décio Oddone critica imposto de exportação sobre o petróleo: ‘Brasil não é a última bolacha do pacote’

O imposto de exportação sobre o petróleo bruto, instituído pelo governo federal via medida provisória, corrói a vantagem competitiva do país na atração de investimentos na indústria de óleo e gás, na visão do ex-CEO da Brava Energia, Décio Oddone, e ex-diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em entrevista ao estúdio eixos na OTC 2026, diretamente de Houston, no Texas (EUA), Oddone destacou o histórico brasileiro no respeito às regras e contratos e que a criação do imposto de exportação alimenta uma percepção negativa sobre a capacidade do país de atrair investimentos. Assista na íntegra.

“A gente sente no Brasil, muita gente, como se a gente fosse a última bolacha do pacote. Todo mundo quer investir no Brasil, a gente tem muito recurso, é verdade, mas esse recurso está acabando. Os novos recursos a gente não descobriu ainda, a gente precisa de investimento para encontrar. E, se encontrar, vai precisar de mais dinheiro ainda para desenvolver, dinheiro que a gente não tem, poupança interna que a gente não tem”

Odonne acrescentou que o capital internacional é disputado e alertou que o país precisa manter sua capacidade de atrair investimentos.

Principais assuntos tratados:

  • Risco geopolítico no Oriente Médio agora é estrutural; fechamento do Estreito de Ormuz tornou perene a busca por segurança energética;
  • Brasil se beneficia do preço alto: cada US$ 10 adicionais no barril geram US$ 4 bi (cerca de R$ 20 bilhões) a mais na economia do país;
  • Imposto de exportação corrói vantagem competitiva; capital internacional é disputado e Brasil não é a “última bolacha do pacote”;
  • Produção de 4 milhões b/d começará a declinar; país perderá US$ 50 bilhões/ano em exportações em cinco anos sem novas descobertas;
  • Para acelerar investimentos, é preciso oferta permanente de áreas pela ANP (todos os blocos de uma vez) e licenciamento ambiental ágil;
  • Independentes amadureceram: projeto Atlanta (Brava) prova que há ”vida inteligente além da Petrobras”; consolidação é tendência para ganhar escala.

Confira a cobertura completa do estúdio eixos em Houston:

Créditos