Eleição da Mesa Diretora: Paulo Victor convoca pleito para 1º de outubro
O presidente da Câmara de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), oficializou o Edital de Convocação nº 0003/2026 para a eleição da Mesa Diretora da Casa no biênio 2027-2028. O pleito será realizado às 00h01 do dia 1º de outubro de 2026, no Plenário Simão Estácio da Silveira. A convocação segue as determinações do Regimento Interno do Legislativo municipal, que prevê votação secreta e exige quórum mínimo de maioria absoluta dos 31 vereadores.
Dois pré-candidatos já se articulam nos bastidores para assumir o comando da Casa: Beto Castro (Avante) e Marquinhos (União Brasil). As chapas interessadas devem ser inscritas até as 23h31 do dia 30 de setembro, na Primeira Secretaria da Câmara. A Mesa Diretora é composta por nove cargos: presidente; primeiro, segundo e terceiro vice-presidentes; e primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto secretários.

(Foto: Fabrício Cunha / O Imparcial)
Beto Castro articula base e busca apoio do presidente
Beto Castro, do Avante, desponta como favorito na sucessão. Aliado político de Paulo Victor, ele começou a construir sua base no início de 2025. Em abril daquele ano, promoveu um almoço na casa do vereador Marlon Botão (PSB) que reuniu nomes como Marcelo Poeta (PSB), Raimundo Penha (PDT), Andrey Monteiro (PV), Thyago Freitas (PRD), Edson Gaguinho (PP), representantes do Coletivo Nós (PT), Fábio Filho (Podemos) e Daniel Oliveira. O encontro sinalizou a amplitude de sua articulação entre diferentes legendas.
Beto Castro foi eleito vereador em 2020 com 2.804 votos e reeleito em 2024 com 3.683 votos, sempre pelo Avante. Na Câmara, ele integra a base de apoio ao Executivo municipal e mantém trânsito livre com partidos de diferentes espectros. Sua candidatura conta com o suporte do atual presidente, que deve declarar apoio oficial nos próximos dias.
Marquinhos monta chapa de oposição e tenta unificar insatisfeitos
Marquinhos, do União Brasil, representa a via alternativa na disputa. Nos últimos meses, ele se reuniu com vereadores de diferentes partidos para consolidar alianças e atrair parlamentares insatisfeitos com a gestão atual. O União Brasil, maior partido da Câmara em número de filiados, oferece a Marquinhos estrutura partidária robusta, mas a legenda não tem hegemonia para eleger o presidente sozinha.
Sua estratégia passa por montar uma chapa que reúna vereadores do Republicanos, PP, PDT e até mesmo dissidentes do PSB. Caso consiga ampliar a base, Marquinhos pode levar a disputa para o segundo turno político ou, se unificar a oposição, vencer já no primeiro escrutínio.
Edital fixa prazos apertados para as chapas
De acordo com o documento assinado por Paulo Victor, as chapas podem ser inscritas até as 23h31 do dia 30 de setembro. A votação ocorre apenas meia hora depois, às 00h01 do dia 1º de outubro, em sessão solene no Plenário Simão Estácio da Silveira. O rito deixa pouco espaço para mudanças de última hora, tornando a articulação prévia ainda mais decisiva.
Todos os nove cargos da Mesa serão definidos em votação nominal e secreta. Cada vereador vota em chapa completa, e a vencedora é a que obtiver a maioria dos votos válidos. Não há possibilidade de composição híbrida entre chapas concorrentes.
O legado turbulento de Paulo Victor
Paulo Victor foi reeleito presidente no início de 2025 para o biênio 2025-2026. Sua gestão enfrentou momentos de instabilidade — denúncias de irregularidades, processos internos e desgaste institucional marcaram seus últimos meses à frente da Câmara. Apesar das turbulências, o edital de convocação foi publicado dentro do prazo regimental, garantindo a normalidade do processo sucessório.
Ao optar por não buscar a recondução, o atual presidente deve apoiar Beto Castro abertamente. Sua influência sobre os demais vereadores pode ser decisiva, principalmente entre os que ocupam cargos na atual Mesa ou integram comissões estratégicas. O voto é secreto, no entanto, e dissidências não estão descartadas.
O que está em jogo na eleição da Mesa Diretora
A disputa pela Mesa Diretora vai além da preferência entre dois candidatos. Quem vencer definirá a agenda legislativa dos próximos dois anos, a relação da Câmara com a Prefeitura de São Luís e a distribuição de emendas parlamentares e cargos. Para os partidos, a eleição representa uma chance de reposicionamento político às vésperas das eleições municipais de 2028, quando a capital maranhense escolherá novo prefeito e nova composição da Câmara.
O resultado também terá impacto nas articulações para as eleições estaduais de 2030. Afinal, a Câmara de São Luís é considerada um dos principais celeiros políticos do estado, e o comando da Casa dá visibilidade e capital político para disputas futuras. Os olhos do Palácio dos Leões e das lideranças partidárias estaduais estarão voltados para o resultado do pleito.
Nos bastidores, a expectativa é de que ambas as chapas sejam oficializadas nas próximas semanas. Beto Castro e Marquinhos devem anunciar seus vices e secretários para compor nomes que equilibrem as forças partidárias. Até o dia 1º de outubro, os 31 vereadores serão cortejados pelos dois lados em uma corrida que promete movimentar o cenário político de São Luís.
Com informações de O Imparcial
O Ludovico



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